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São Tomé e Príncipe

Ondas altas arrastam casas e barcos em Santa Catarina (STP)

São Tomé e Príncipe prepara um plano de emergência para os residentes da zona costeira, afetados por ondas de 3 a 4 metros no zona costeira de Santa Catarina.

Santa Catarina é uma região onde a maioria da sua população se dedica à pesca, sobretudo à captura de peixe de alto valor comercial e à agricultura. Devido às más condições de navegação muitas vezes os pescadores regressam da pesca sem grandes resultados como afirma o senhor Antonio Bilanza: “Hoje não consegui nada só consegui 4 peixes. Dá para comer mas não ganho nem quinhentos. Agora perdi a casa, perdi a canoa e também houve uma canoa que se partiu".

A vila de Santa Catarina dista 42 quilómetros da capital São Tomé. Aqui a vida regressa à normalidade aos poucos. Mas o impacto da maré alta que atingiu a zona costeira no início da semana (03.05) é ainda visível. Centenas de canoas ficaram destruídas e dezenas de famílias estão desamparadas. Filomena Gomes, recolhe o que restou da sua antiga casa. Amargurada, lembra-se que as ondas foram levando casa após casa.

Apoio às vítimas

Sao Tomé e Principe Santa Catarina Hochwasser Zerstörung

Trabalhadores da Cruz Vermenlha de São Tomé e Príncipe

O governo atribuiu 100 euros a pouco mais de vinte famílias. Um apoio pontual para o aluguer de uma residência. Mas há quem prefira viver no meio dos escombros. O primeiro-ministro santomense Gabriel Costa, que visitou a zona afetada prometeu uma maior ajuda aos sinistrados.

“Nós estamos perante uma situação de catástrofe. Várias pessoas perderam as suas casas. As casa foram arrastadas. Várias pessoas perderam os seus haveres e é preciso que haja uma solidariedade nacional para com essas pessoas” , disse à imprensa Gabriel Costa.

Escassez de recursos

Alberto Neto secretário geral da Cruz Vermelha de São Tomé e Príncipe, acompanhado pelos responsáveis do sector social e de catastofre desta organização humantária fez esta quarta-feira (04.05), um levantamento no terreno para acionar o pedido de apoio internacional, junto das suas congéneres, nomeadamente, o Comité e a federação internacional da Cruz Vermelha.

Sao Tomé e Principe Santa Catarina Hochwasser Zerstörung

Pessoas desalojadas

“Tendo em conta a magnitude dos estragos vamos contatar os nossos parceiros internacionais no sentido de ver o que é possível fazer. Porque a Cruz vermelha de São Tomé e Príncipe não tem capacidade para ajudar os sinistrados” , adiantou Alberto Neto.

As causas

O primeiro caso de ondas altas nesta região de São Tomé aconteceu em 1991. Entrevistado pela DW África o metrologista Aristomeles Nascimento, explica.

“Normalmente na fase de transição da época chuvosa para a época da gravana ocorrem esses fenómenos. Só que agora conhecidiu com uma praia má, uma maré viva associada ao vento moderado que já se faz sentir. E devido à influência do anticiclone de Santa Helena, que se aproxima, provocou estas ondas altas, não são ondas gigantes.”

Sao Tomé e Principe Santa Catarina Hochwasser Zerstörung

Casas destruídas pelas ondas

As autoridades santomenses tencionam desalojar os residentes da zona costeira de Santa Catarina face à vulnerabilidade da situação a que estão expostos. O objetivo é evitar a perda de vidas humanas num país onde a única estação de meteorologia não está preparada para prevenir a população quanto à ocorrência de casos desta natureza.

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