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Angola

O difícil combate à malária em Angola

O paludismo é um grande desafio para as autoridades sanitárias. Apesar de uma rede cada vez maior de hospitais equipados e a divulgação da necessidade do uso de redes impregnadas com inseticida, os avanços são lentos.

Mais de 60 mil casos de malária foram diagnosticados nos dois primeiros meses de 2014 só em Luanda, a capital angolana.

Este número representa quase a metade do total registado durante o ano passado, razão suficiente para as autoridades estarem preocupadas. Desde 2007, as autoridades previam um quadro de menos infecção na capital.

“Em 2013, nos municípios e distritos que compõem a província de Luanda, tivemos em torno de um milhão e cem mil casos de malária diagnosticados, o que representa 30% de todo o país”, revelou a diretora da saúde de Luanda, Rosa Bessa.

A responsável referiu ainda que se registaram mais casos nos últimos tempos “devido às condições do meio ambiente que favorecem a reprodução de larvas e que no final dão origem ao vetor, ou seja, a um mosquito adulto”.

Aposta na prevenção

Anopheles Mücke schlägt zu

O mosquito Anopheles é o agente transmissor da malária

Entre os médicos especialistas da malária, há a convicção de que se deve trabalhar cada vez mais na prevenção da doença, como refere a directora geral do Hospital Kilamba Kiaxi, Ermelinda Ferreira.

“Deve haver maior empenho de todas as forças de poder local, por exemplo num distrito ou num município, de forma a que a prevenção da malária seja mais divulgada e com a a participação de toda a gente”, alertou.

No entanto, a questão considerada fundamental é a falta de saneamento básico em muitos lugares da capital, o que acaba por estar na origem dos muitos casos hoje diagnosticados.

“Os municípios que têm um maior número de doentes são aqueles que têm uma sanidade precária”, conformou o diretor clínico do Hospital de Viana, Mateus Campos.

Doença mais mortífera em Angola

Malaria in Tansania

Uso de redes mosquiteiras pode reduzir em 20% a mortalidade infantil

A malária é a doença que mais mata em Angola. É endémica nas 18 províncias do país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a transmissão mais elevada regista-se nas províncias de Cabinda, Uíge, Malange, Kuanza Norte, Lunda Norte e Sul Namibe, Cunene, Huíla e Kuando Kubango.

A situação agrava-se durante a estação das chuvas, com pico entre os meses de janeiro e maio.

A OMS alerta que o uso de redes mosquiteiras pode reduzir em 20% a mortalidade infantil. Mas em zonas do interior do país, muitos pescadores usam essas redes mosquiteiras para a pesca, ignorando completamente a sua utilidade na luta contra a malária.


Ouvir o áudio 02:52

O difícil combate à malária em Angola

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