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Internacional

Novo teste de urina deteta malária em 25 minutos

Pela primeira vez, o teste da malária pode ser feito com urina, em vez de sangue, e pode ser realizado em casa. O novo kit já está à venda na Nigéria e espera-se que chegue a outros países africanos em breve.

O som de crianças a chorar é comum nas clínicas pediátricas de Lagos, na Nigéria. Muitas das vezes, as crianças choram de dor quando lhes picam o polegar com agulhas para fazer o teste da malária. Mas um novo teste pode, em breve, pôr fim a esta situação. A partir de agora, basta um teste de urina para se poder diagnosticar a malária. Caso apareça uma risca numa tira que se mergulha na amostra de urina a pessoa em causa está infetada.

Eddy Agbo, presidente da Fyodor Biotechnologies, uma empresa sediada nos Estados Unidos que desenvolveu o novo método, revela que "este é o primeiro teste da malária em que não é necessária uma amostra de sangue".

Os resultados do teste são conhecidos passados 25 minutos. "Não tem que se misturar mais nada ou adicionar qualquer tipo de químicos, e não é necessário mais reagentes ou equipamentos", explica. O teste é "muito simples e parecido com um teste de gravidez".

Agbo foi nomeado na segunda-feira (09.05) para o Prémio de Inovação para a África, com outros nove candidatos. O vencedor será anunciado a 23 de junho.

Ouvir o áudio 03:02

Novo teste de urina deteta malária em 25 minutos

Nigerianos optam por auto-medicação

Muitos nigerianos receiam ir aos hospitais fazer o teste da malária. Vivian Adebola diz que as pessoas optam regularmente pela auto-medicação, mesmo sem confirmar se contraíram a doença. Muitos assumem que todas as febres são causadas pela malária.

"Muitas vezes os utentes não têm os meios para fazer os testes num laboratório antes de fazer os tratamentos", lamenta a nigeriana. "Quando alguém se desloca aos centros de saúde, por vezes têm de lá passar o dia todo porque as filas são enormes".

Os profissionais de saúde esperam agora que o novo teste de urina, que pode ser feito em casa, encoraje as pessoas a confirmar se têm mesmo a doença antes de começarem a medicação.

"Sem um teste de malária que dê positivo, não se deveria tomar medicamentos para a malária", diz Umar Oluwole Sanda, presidente da Associação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde da Nigéria.

Sanda explica que, por existir um abuso no uso dos medicamentos, os parasitas da malária tornam-se resistentes ao tratamento: "Foi o que aconteceu com a cloroquina [o medicamento usado anteriormente para tratar a malária]. Atualmente não é possível voltar a utilizar cloroquina", afirma.

"Não queremos, nem podemos abusar do novo medicamento, o ACT. Este novo produto, que utiliza a urina para os testes da malária, vai ajudar muitos médicos."
Para além da Nigéria, existem já planos para introduzir o teste de urina noutros países africanos e asiáticos.

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