1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Guiné-Bissau

Nova data de eleições na Guiné-Bissau ainda por decidir

A nova data para a realização das eleições guineenses deverá ser conhecida após consultas com forças vivas guineenses. Esperava-se que fosse marcada durante a cimeira dos líderes da CEDEAO que decorreu hoje no Senegal.

No encontro dos líderes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) foi recomendado ao Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, que faça consultas no país e só depois determine uma nova data do escrutínio, segundo uma fonte da presidência guineense citada pela agência de notícias portuguesa Lusa.

De acordo com a mesma fonte, Nhamadjo deverá convocar o Conselho de Estado na próxima terça-feira, presidirá ao Conselho de ministros na quarta-feira e na quinta-feira iniciará as consultas com os partidos políticos.

“Nem o Presidente Nhamadjo, nem a CEDEAO avançaram com alternativas” para a nova data das eleições, disse à Lusa o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, que assistiu à cimeira da CEDEAO na capital senegalesa, Dacar.

O período de transição, em vigor na Guiné-Bissau desde o golpe militar de 12 de abril de 2012, deveria terminar antes do final deste ano, com a organização de eleições gerais, marcadas para 24 de novembro. No entanto, a pouco mais de um mês desta data, o recenseamento eleitoral ainda não tinha começado e o adiamento já era admitido por diferentes autoridades.

Timor-Leste apoia eleições guineenses

Jose Ramos Horta Präsident von Ost-Timor

José Ramos-Horta, representante especial do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau

Entretanto, o Governo de Timor-Leste anunciou esta sexta-feira (25.10), em comunicado, a criação de uma Missão de Apoio ao Processo Eleitoral na Guiné-Bissau com um financiamento de seis milhões de dólares (cerca de 4,3 milhões de euros).

O apoio vai incidir sobretudo na fase de recenseamento eleitoral “que é crucial para resultados democráticos credíveis”, de acordo com o documento. O comunicado refere ainda que a Missão de Apoio ao Processo Eleitoral na Guiné-Bissau vai trabalhar em “estreita articulação” com o Gabinete Integrado da ONU para a Consolidação da Paz naquele país, liderada pelo antigo chefe de Estado timorense José Ramos-Horta, e vai dar assistência ao Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral guineense, que vai integrar na equipa técnicos timorenses.

A missão timorense vai chegar a Bissau na próxima semana e vai permanecer no país por um período de quatro meses. Já no início de outubro, o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, realizou uma visita de trabalho à Guiné-Bissau para conhecer de perto as dificuldades existentes no país.

Apoio na luta contra terrorismo

Além da Guiné-Bissau, a situação no Mali e a ameaça de crise pós-eleitoral na Guiné-Conacri foram assuntos prioritários na cimeira da CEDEAO, embora a economia tenha figurado no topo da agenda do encontro, nomeadamente a questão da Tarifa Externa Comum.

A CEDEAO pediu à ONU e à comunidade internacional para continuarem a apoiar a região na luta contra o terrorismo, defendendo particularmente o apoio ao povo do Mali e à intensificação das ações contra os grupos criminosos que praticam a pirataria na região, sobretudo no golfo da Guiné.

Leia mais