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Internacional

Nigéria: Muhammadu Buhari lidera contagem nas presidenciais

Resultados preliminares revelam que o candidato da oposição Muhammadu Buhari obteve 12 milhões de votos contra dez milhões do Presidente Goodluck Jonathan. O anúncio dos resultados é retomado esta manhã (31.03).

Depois de contados os votos em 18 dos 36 estados do país e na capital federal, Abuja, Muhammadu Buhari segue para já na liderança, vencendo em dez estados. O atual Presidente, Goodluck Jonathan, venceu em oito estados e na capital federal.

Apesar do ambiente de calma registado durante a contagem dos votos, esta segunda-feira (30.03) surgiram receios de fraude eleitoral. Os Estados Unidos da América (EUA) e o Reino Unido expressaram a sua preocupação perante uma possível "interferência política deliberada" no processo de contagem dos votos. Um receio já rejeitado pela comissão eleitoral nigeriana.

Elogios e críticas ao processo

Ambos os países, no entanto, aplaudiram as eleições que a Nigéria completou no domingo (29.03), depois dos problemas no sistema eletrónico e da falta de segurança que obrigaram ao prolongamento da votação em 300 postos eleitorais por mais um dia.

Nigeria Wahlbeobachter

Missão de observadores da União Europeia elogiou as eleições na Nigéria

Também a missão de observadores da União Europeia (UE), numa conferência de imprensa em Abuja, elogiou o decorrer do processo eleitoral. "A missão aplaude os esforços da Comissão Eleitoral para manter o mais alto nível de imparcialidade em circunstâncias difíceis e sob forte tensão", declarou Santiago Fisas, chefe da missão de observação européia.

Apesar dos elogios, também houve espaço para críticas na conferência de imprensa. "Em geral, o processo de votação foi desorganizado e demorado. Ainda assim, a missão de observadores não registou evidências de manipulação sistemática", disse Hannah Roberts, número dois da missão de observadores europeus.

Receios de violência pós-eleitoral

A contagem dos votos decorre sob o olhar atento da população nigeriana e da comunidade internacional. Perante o risco de violência pós-eleitoral, que em 2011 fez pelo menos mil mortos no país, a União Africana (UA) apelou ao recurso "aos meios legais existentes em caso de contestação dos resultados" da eleição.

Ouvir o áudio 03:05

Nigéria: Muhammadu Buhari lidera contagem nas presidenciais

Neste contexto, o Governo da Nigéria impôs o recolher obrigatório no Estado de Rivers, no sul do país, devido a tumultos ocorridos após o anúncio dos resultados locais.

Javier Nart, que lidera uma delegação de deputados europeus no país, lança o aviso a todas as partes envolvidas nas eleições: "A UE e o Parlamento Europeu condenam todas as tentativas de incitação à violência. Exigimos que os responsáveis sejam julgados pelas suas acções. Rejeitamos quaisquer tentativas de obter vantagem política através de fraude ou violência."

Ataques do Boko Haram

Na segunda-feira (30.03), a Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou que o grupo radical islâmico Boko Haram não foi capaz de interromper o processo eleitoral na Nigéria, apesar de vários ataques no nordeste do país.

Em Bauchi foi declarado o recolher obrigatório após combates entre os extremistas e as forças do Governo. No sábado (28.03), vários ataques a mesas de voto no estado de Gombe mataram pelo menos sete pessoas.

A popularidade do Presidente Goodluck Jonathan tem vindo a sofrer os efeitos dos ataques dos extremistas islâmicos, que já mataram 7.300 pessoas desde o início de 2014.

Wahl in Nigeria

Foram registados confrontos em alguns estados devido a atrasos no processo

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