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Cabo Verde

Número de infetados com Zika diminui em Cabo Verde

Mantém-se a tendência decrescente de casos notificados do Zika em Cabo Verde. Segundo os últimos dados, foram notificados 48 casos suspeitos numa semana, e 67 na semana anterior, segundo o diretor Nacional de Saúde.

Segundo os últimos dados, foram contabilizados 7373 casos suspeitos de infeção pelo vírus Zika. Entre os infetados encontram-se 130 grávidas, a maioria na ilha de Santiago, a maior do arquipélago. No entanto, o panorama nacional em Cabo Verde está a obter notáveis melhoras com uma diminuição de casos supeitos de semana para semana.

Os 15 primeiros bebés de grávidas infetadas nasceram sem microfelia. Os restantes partos estão previstos para os meses de maio e junho. Segundo o Ministério da Saúde, todas as grávidas estão a ser acompanhadas de perto.

O representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cabo Verde, Mariano Castellón, considerou que ainda é cedo para se ter uma ideia das consequências do Zika em recém-nascidos no arquipélago cabo-verdiano: “Sinais de microcefalia não podemos afirmar, mas temos que esperar para que todas essas mulheres dêm a luz e só depois podemos conferir se as crianças têm microcefalia ou não. É muito cedo para falar disso”.

O Zika transmite-se através da picada do mosquito Aedes aegypti, causador também de doenças como a dengue e a chicungunha. Ainda assim, já foi confirmado, nos Estados Unidos da América, pelo menos um caso de transmissão do vírus por via sexual e estão, de momento, a ser investigados mais 14 casos que podem ter sido contraídos por via sexual.

Novo sistema de monitorização

O Centro de Investigação de Doenças Tropicais da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde está a desenvolver um sistema de monitorização da população de mosquitos Aedes aegypti, na Cidade da Praia.

Investigadores estão a aplicar uma nova metodologia para fazer a monitorização do mosquito transmissor, que deve ajudar as estruturas de saúde nas campanhas de eliminação.

Segundo a coordenadora de investigação de doenças tropicais da Universidade Jean Piaget, Lara Gomez, está-se a desenvolver um sistema de "armadilhas" que foi lançado no Brasil, tornando possível controlar e combater os focos localizados.

“É uma nova armadilha que estamos a utilizar. Isto ajuda a monitorizar e a eliminar a população dos mosquitos. Esta ferramenta é uma grande armadilha contra os mosquitos, porque se colocarmos muitas armadilhas na cidade não só sabemos onde estão os focos, como também conseguimos eliminar entre 4 mil a 5 mil ovos, ou seja são 4 mil a 5 mil mosquitos que retiramos”, explicou Lara Gomez..

Os dados recolhidos no âmbito deste projeto, que está a ser implementado em cinco áreas da cidade da Praia, a capital do país, são partilhados com o Ministério da Saúde para que o combate ao mosquito vetor do zika, dengue e chicungunha seja mais eficaz.
O projeto deverá ser brevemente estendido às ilhas de São Vicente e Santo Antão.

Campanhas de limpeza

Simultaneamente, as autoridades cabo-verdianas estão a levar a cabo campanhas de limpeza nos bairros mais problemáticos. Na cidade da Praia, os transeuntes deixam a a sua opinião: “Saúde é vida saúde é o futuro. Saúde é antes de mais um problema da sociedade, não é um problema só do Ministério da Saúde ou dos seus técnicos é um problema de nós todos e temos de estar mobilizados para esta problemática”.

Um outro cidadão considera que "se tivermos uma comunidade limpa teremos uma comunidade saudável, mas se tivermos uma comunidade com muito lixo é uma grande preocupação. Por isso recomendamos a cada comunidade, grupo, família, organização ou instituição para congregar esforços nesta causa”.

Entretanto, uma delegação da Caritas dos EUA é esperada em Cabo Verde para ajudar a congénere cabo-verdiana nas acções de luta contra o Zika.

O embaixador do Brasil em Cabo Verde, João Inácio Padilha, defendeu que Cabo Verde deve ser integrado no esquema de cooperação e combate contra a epidemia do vírus Zika da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Ouvir o áudio 03:30

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