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Internacional

Mutilação Genital Feminina - parte 2: Riscos físicos e mentais para a mulher

Os nomes da tortura são muitos: Kakia, no Togo, Sunna, no Sudão, Fanado, na Guiné-Bissau. Uma vez concretizada a mutilação é irreversível. Se a vítima sobreviver irá sofrer consequências físicas e psicológicas.

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Uma manifestação na Somália contra a mutilação genital feminina. Neste país africano mais de 90 por cento das mulheres foram mutiladas

Apesar do esforço global para acabar com este crime contra os direitos humanos, a mutilação genital feminina, também conhecida pela sigla inglesa FGM, Female Genital Mutilation, continua ser praticada em pelo menos 28 países africanos, na Ásia e no Médio Oriente.

Devido aos movimentos migratórios alastrou-se a outras partes do globo como a Europa e a América do Norte. A Alemanha, a França, o Reino Unido e Portugal não são excepção. Vivem na Europa meio milhão de meninas e mulheres que foram vítimas desta tortura. Em todo o mundo estima-se que o número de vítimas seja entre 100 a 140 milhões.

Nalguns casos corta-se o clítoris, noutros os grandes e os pequenos lábios. Uma vez concretizada a mutilação é irreversível e se a vítima sobreviver, irá sofrer inúmeras consequências físicas e psicológicas. A curto, médio e longo prazo.

Sofrimento na hora do corte e risco da SIDA

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Waris Dirie, a ex-super modelo somali, que aos cinco anos foi vítima da mutilação genital feminina e hoje é um dos rostos mais conhecidos na luta contra esta prática

Além do sofrimento atroz que a maioria delas sente no momento do corte, o doloroso processo de cicatrização da ferida é acompanhado com frequência de infecções, devido ao uso de utensílios contaminados, e dores ao urinar e defecar.

Incontinência urinária e infertilidade são outras das sequelas comuns.

O facto de serem usadas as mesmas facas ou lâminas para mutilar várias crianças acrescenta o risco de contrair o vírus da SIDA à extensa lista das consequências da mutilação.

Os bebés também sofrem

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Além da mãe, também os bebés podem sofrer os as consequências nefastas da mutilação genital

Além da mãe, também os recém-nascidos podem sofrer os efeitos nefastos da mutilação. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa de mortalidade infantil é mais elevada em 55 por cento em mulheres que sofreram uma mutilação de tipo III (a infibulação, que consiste em fechar a abertura vaginal).

A África Oriental, onde prevalecem as excisões faraónicas, é a zona do globo com o maior índice de mortalidade de mulheres e bebés durante o parto.

Um programa da autoria de Helena de Gouveia.

Autora: Helena de Gouveia
Editor: Johannes Beck

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