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Internacional

Morte do leão Cecil traz ganhos para o Zimbabué

O recente assassinato do famoso leão Cecil no Zimbabué parece estar a trazer dividendos. Até agora os chineses disponibilizaram 2,3 milhões de dólares para combater a caça furtiva. E mais promessas de ajuda foram feitas.

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Leão Cecil no Parque Nacional de Hwange, Zimbabué

O ditado que diz "Em tudo há um lado positivo" encaixa-se no recente caso da morte ilegal do simbólico Leão Cecil em julho passado. A Fundação para a Vida Selvagem Sino-Zimbabueana juntou-se agora à luta contra a caça ilegal no Zimbabué e doou equipamento avaliado em 100 mil dólares.

Li Song é a fundadora do organismo e faz promessas: "Como Fundação para a Vida Selvagem Sino-Zimbabueana vamos trabalhar arduamente para combater a caça ilegal, o transporte ilegal e a venda de troféus animais. Prometemos colaborar com a sociedade zoológica, não apenas para reportar a caça ilegal, mas também ajudar na aplicação da lei através do fornecimento de equipamento e recursos necessários."

O Zimbabué orgulha-se de ter todos os animais da vida selvagem que um país africano pode ter, mas a falta de equipamento e recursos necessários para combater a caça ilegal deixa a vida selvagem do país exposta.

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Manifestação contra o assassinato de Cecil diante do consultório de Walter Palmer no Minnesota, EUA

Recursos para combater caça ilegal

Falando durante o lançamento da gala anti-caça ilegal, a ministra do Meio Ambiente do Zimbabué, Oppah Muchinguri, já pediu ajuda para travar a caça ilegal.

"Os atuais desafios enfrentados pelas Autoridades de Gestão da Vida Selvagem e Parques do Zimbabué e o país não podem ser subestimados. A Agência Nacional de Conservação é confrontada com muitos desafios", disse.

Oppah Muchinguri também não escondeu a sua satisfação diante da ajuda chinesa. "Quero agradecer aos nossos amigos chineses que nos apoiaram quando perdemos o nosso querido leão Cecil."

A ministra refere-se aos 2,3 milhões de dólares em equipamento doados pelo Governo chinês em julho para a proteção da vida selvagem e operações contra a caça ilegal no principal parque nacional de país. O famoso leão Cecil, de 13 anos, foi caçado ilegalmente por um dentista norte-americano em julho, no Parque Nacional de Hwange, a cerca de 700 quilómetros a sudeste de Harare.

Simbabwe Prozess Theo Bronkhorst Wilderer

Theo Bronkhorst, caçador zimbabueano também envolvido no caso

Uma dor que atrai ganhos

Brent Stapelkamp, investigador da Universidade de Oxford, disse que se sente arrasado com a morte de Cecil, mas acrescenta que as esperanças não estão perdidas, graças à publicidade que a imprensa deu ao incidente. "Foi trágico, mas vai trazer muitos resultados positivos para os leões e a conservação no Zimbabué, no seu todo. Vamos lembrar-nos sempre dele e penso que o seu legado vai trazer muito para a conservação dos leões no Zimbabué."

Para além de receber fundos, as autoridades zimbabueanas aumentaram as medidas de segurança em todos os parques nacionais. Também alguns voluntários chineses estão no país a ensinar as pessoas que vivem nas proximidades dos parques a viverem em harmonia com a natureza.

Ouvir o áudio 02:25

Morte do leão Cecil traz ganhos para o Zimbabué

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