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Moçambique

Moçambique: Votação terminou em todo o país

As assembleias de voto encerraram em Moçambique em quase todo o país, após a realização das eleições gerais, disse à imprensa o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Paulo Cuinica.

Paulo Cuinica disse aos jornalistas que algumas assembleias de voto se mantiveram em funcionamento após as 18:00 locais, hora prevista para o encerramento da votação, uma vez que a lei obriga a manter o processo onde existirem ainda filas de eleitores.

No geral, o processo correu bem, "tirando um incidente aqui e acolá", segundo o porta-voz da CNE, sem entrar em detalhes.

Ouvir o áudio 04:45

Moçambique: Votação terminou em todo o país

Todas as 17.199 mesas de voto estiveram em funcionamento, informou, apesar dos relatos de atrasos consideráveis em dezenas de postos de votação.

Os primeiros resultados, disse ainda Paulo Cuinica, podem começar a surgir nos editais das mesas de voto a partir da 01:00 de quinta-feira (16.10)

Mais de dez milhões de moçambicanos escolheram hoje um novo Presidente da República, 250 deputados da Assembleia da República e 811 membros das assembleias provinciais. Concorreram três candidatos presidenciais e 30 coligações e partidos políticos.

Reportagem em Maputo no dia da votação

O dia começou cedo em Maputo. O Presidente da República ainda em exercício, Armando Emílio Guebuza, tinha anunciado que iria ser um dos primeiros entre os mais de dez milhões de cidadãos com direito de voto a exercer o seu dever cívico.

Wahlen Mosambik 15.10.2014 Afonso Dhlakama

Afonso Dhlakama, líder da RENAMO

E assim aconteceu, na Escola Secundária Josina Machel, às 07:00. O Presidente cessante apareceu, acompanhado da sua esposa, a ainda primeira-dama, e protegido por um importante aparelho de segurança.

Depois foi a vez do presidente da RENAMO votar. Afonso Dhlakama fez uso do seu direito cívico às 08.00, na Escola Secundária da Polana. Uma coisa é certa e mais uma vez ficou clara neste dia de votação: Dhlakama é o homem que – de longe – mais ateções atrai por parte do público e da imprensa. A curiosidade é enorme.

Näo foi fácil chegar ao líder do partido da perdiz, que muitos já apelidam de “messias”, mas a DW África conseguiu abordá-lo imediatamente após ter feito a cruzinha.

“Hoje é um dia feliz para mim.Estou satisfeito porque votei, exerci o meu direito de cidadão er acho que tudo vai correr bem. Quero apelar a todos os moçambicanos para afluiremk às mesas de voto da mesma maneira que participaram nos comícios porque a prova dos nove é hoje.Portanto todos devem votar."

Meia hora mais tarde surge Filipe Nyusi, o candidato do partido que governa Moçambique desde a independência, a FRELIMO. Acompanhado da mulher e depois de votar dirigiu algumas palavras à imprensa: palavras tímidas, mas exprimindo algum otimismo.

Wahlen Mosambik 15.10.2014 Filipe Nyusi

Filipe Nyusi, candidato da FRELIMO

“Sinto-me orgulhosos e muito satisfeito por ter cumprido o meu dever cívico como moçambicano:votei para o futuro do meu país. Alguém perguntou-me se acreditava na minha vitória e a resposta é naturalmente que sim. Penso que as pessoas viram o trabalho que fiz, um trabalho que preparwei durante anos e o resultado vai ser naturalmente a favor da minha candidatura e também do povo moçambicano”.

A reportagem da DW fez então uma ronda pelas diferentes assembleias de voto espalhadas pela capital moçambicana. Por exemplo, na Escola Primária do Triunfo, o repórter da DW deparou com longas filas de espera. Muito entusiasmo, muito civismo, muito interesse por estas que são as quintas eleições gerais na história de Moçambique.

Alguns cidadãos abordaram o repórter da DW e queixaram-se que queriam votar, mas que não conseguiram, porque os seus nomes não constavam das listas. Estes casos repetem-se um pouco por todas as Assembleias.

Na Escola Primária Filipe Samuel Magaia, o repórter da DW é mais uma vez abordado. Desta vez por uma senhora de 30 anos de idade, com duas filhas pequenas. Chama-se Ana da Conceição. “Fui a todas as salas e em nenhuma delas o meu nome consta na lista. Assim sendo vou regressar à casa triste porque queria votar e não tive esta possibilidade. Estou indignada. É um voto perdido. Queria mudança mas enfim”, comnclui resignada a jovem Conceição.

Mosambik Judith Sargentini EU Wahlbeobachterin in Maputo

Judith Sargentini, chefe da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia

É precisamente nesta assembleia de voto que marcámos encontro com a chefe da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (MOE-UE) em Moçambique, Judith Sargentini, uma eurodeputada holandesa, pertencente ao partido ecologista “Os Verdes”.

Pedimos que nos faça um primeiro balanço do que os 170 membros da sua missão viram, in loco, em Maputo e em nove outras províncias de Moçambique.

“Uma das mesas que observamos abriu com mais de uma hora de atraso. No que se refere aos representantes dos partidos percebemos que todos estavam presentes nas mesas de voto mas não necessáriamente em todas as mesas de voto. Mas dos nossos observadores de curto e longo prasos, todos dizem que as mesas de voto abriram a horas e em ordem”, declarou.

Em Maputo o dia foi marcado, apesar de tudo, por um clima de muita calma e civismo. Os cidadãos abstiveram-se, como manda a lei, de atos de propaganda a favor de um ou outro partido. E poucos quiseram fazer prognósticos.

Problemas no norte e centro

Dezenas de assembleias de voto, maioritariamente no centro e norte de Moçambique, não abriram hoje para as eleições gerais em Moçambique, segundo o boletim da Associação dos Parlamentares Europeus (AWEPA) e o Centro de Integridade Pública (CIP) moçambicano.

No seu boletim sobre o processo político de Moçambique, a AWEPA e o CIP, uma ONG moçambicana vocacionada para a transparência dos órgãos públicos, referiram que se registaram "enchentes" nas assembleias de voto nas primeiras horas de votação para as eleições gerais no país, mas o início do ato foi manchado pela não abertura de dezenas de assembleias de voto.

Segundo a AWEPA e o CIP, mais de 400 membros do Observatório Eleitoral (OE), uma coligação de missões de observação moçambicanas, estão impedidos de exercer a atividade em Nampula, norte do país, principal círculo eleitoral, devido à falha do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) na acreditação.

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