Moçambique tenta sanar dívida oculta com banco russo VTB | Moçambique | DW | 07.03.2018
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Moçambique

Moçambique tenta sanar dívida oculta com banco russo VTB

A visita a Moçambique de Serguei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, visa estreitar os laços económicos entre os dois países. 

Russland und Mosambik verstärken Kooperation, Pacheco und Lavror in eine Presskonferenz in Maputo (DW/R. Silva)

Lavrov (esq.) e Pacheco durante conferência de imprensa em Maputo

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, visitou Moçambique nesta quarta-feira (07.03) e foi recebido pelo Presidente da República, Filipe Nyusi. Além do encontro com o chefe de Estado, o ministro russo foi recebido pelo homólogo moçambicano José Pacheco. O périplo de Lavrov inclui ainda Angola, onde ele esteve na segunda-feria (05.03), Zimbabué e Etiópia.

Em Moçambique, os ministros chegaram a um acordo sobre como sanar a dívida do país com o banco russo VTB, faltando apenas questões técnicas que estão a ser trabalhadas. Trata-se da dívida com o banco russo contraída de forma oculta em 2013 e 2014. O VTB emprestou 535 milhões de dólares à empresa moçambicana Mozambiqure Asset Management (MAM), valor que corresponde a uma parte dos dois mil milhões de dólares de dívidas ocultas. 

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Moçambique tenta sanar dívida oculta com banco russo VTB

O anúncio foi feito pelo ministro dos negócios estrangeiros de Moçambique, José Pacheco, na esteira da visita do chefe da diplomacia russa, Serguei LAvrov. "Esteve cá o diretor geral do banco russo e trabalhou com os setores pertinentes nesta área e há entendimento sobre como sanar a dívida”, afirma.

Em relação aos negócios das empresas russa Rosneft e a americana ExxonMobil, que operam na área de hidrocarbonetos em Moçambique, Pacheco deixou claro que não há interferências políticas. "Efetivamente as matérias devem ser tratadas entre os parceiros, mas Moçambique continua interessado com a Rússia no campo de energia, nos recursos naturais incluindo os hidrocarbonetos. Portanto, há espaço de cooperação, tendo em conta o interesse de Moçambique e que e que tem reciprocidade por parte da Rússia”, explica.

Liberdade política

O chefe da diplomacia russa Serguei Lavrov também defendeu a não interferência política em negócios das empresas americana e russa que operam em Moçambique. "Em Moçambique e em toda a parte do mundo, nós defendemos que interesses económicos não devem ser definidos por assuntos políticos e vamos pensar que este princípio vai ser prioridade aqui”, explicou Lavrov.

Para estreitar os laços bilaterais entre Moçambique e Rússia, os dois países decidiram criar uma comissão intergovernamental bilateral para atingir esse objetivo. A comissão mista, segundo o chefe da diplomacia moçambicana, José Pacheco, deverá criar mecanismo para uma cooperação económica, técnica, militar e científica.

Cooperação bilateral

José Pacheco destacou a preparação de vários instrumentos legais que irão preconizar o reforço da cooperação bilateral a partir de abril deste ano. "Moçambique e Rússia estão alinhados na cooperação económica, envolvendo o setor empresarial para as mais variadas áreas de atividade, na área pesqueira e na produção de diversos artigos de que Moçambique tem como potencial”, destacou.

Para o analista político Gustavo Mavie, a cooperação entre os dois países não surpreende a ninguém. O analista destacou a existência de interesses russos e americanos em Moçambique. "Semana passada estava a ver o Putin a dizer que África é mais rica que Europa, então a China quer, os EUA também. Todos eles querem esses recursos”, conclui.

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