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Moçambique

Moçambique preparado para prováveis cheias?

Com a previsão de chuvas acima do normal, Instituto Nacional de Gestão de Calamidades afirma estar preparado para inundações. Drones serão usados para facilitar o trabalho.

Mosambik Zerstörung nach Erdrutschen (DW/R. da Silva )

Estragos causados pelas chuvas em 2015, em Maputo, Moçambique.

Moçambique poderá registar chuvas com tendência acima do normal, na região sul e centro do país nesta época chuvosa que vai até março de 2018. As informações foram avançadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) e colocam mais um desafio às autoridades governamentais moçambicanas.

Como resposta, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) afirma que está pronto para agir face a eventuais situações de cheias, secas e ciclones. Todos os cenários já foram equacionados, pelo menos é o que afirma Ana Cristina, diretora do Departamento de Prevenção e Mitigação do INGC.

Ouvir o áudio 03:34

Moçambique preparado para prováveis cheias?

"O cenário um é composto por ameaças de pequena magnitude, como ventos fortes, descargas atmosféricas, inundações localizadas nas vilas e ainda secas. Já o cenário dois, no plano de contingência, prevê a combinação do cenário um para além da ocorrência de cheias nas bacias hidrográficas”, explicou a diretora do Departamento de Prevenção e Mitigação do INGC.

Uso inédito de drones

Para identificar áreas propensas a cheias para uma rápida intervenção, o Programa Alimentar Mundial (PAM) disponibilizou drones que vão sobrevoar áreas afetadas e facilitar o processamento da informação sobre as regiões propensas a ocorrência de cheias ou de ventos fortes. Esta vai ser a primeira vez que Moçambique vai usar estes equipamentos para auxiliar na recolha de informações de zonas de riscos ou já afetadas pelas chuvas.

Para o diretor geral do INGC, João Machatine, isso poderá colocar o país à prova no que diz respeito a capacidade previsional de preparação e de prontidão. Os equipamentos servirão de referência como resposta e recuperação rápida face às possíveis ocorrências de cheias, ventos fortes e inundações. 

É que numa situação de emergência não basta ter informação, mas é preciso que ela seja necessária para que as decisões sejam acertadas.

"Os drones estão dotados de capacidade para drenar informação útil e precisa que permite agir com um menor risco de desvio possível. Para nós, os gestores de desastres, o uso de drones nas operações de emergência deve servir para a coleta de informação em tempo real, a avaliação rápida do impacto, a monitoria rápida da informação pública e a advocacia”, detalhou João Machatine.

Mosambik Zerstörung nach Erdrutschen (DW/R. da Silva )

Moçambicanos esperam que drones ajudam na prevenção dos efeitos das chuvas,como as registradas em 2015 (foto).

Mesmo problema todos os anos

Vale lembrar que o país é vulnerável a estes cenários que estão a ganhar contornos alarmantes. Quando ocorrem desastres, a capacidade de responder de forma oportuna e eficaz é muitas vezes a diferença entre a vida e a morte.

"O uso de drones tem um potencial de apoiar a gestão de emergências de modo a fazer o uso da tecnologia que está a avançar rapidamente”, destacou Karim Manente, representante do PAM em Moçambique.

Outro cenário previsto quando há cheias em Moçambique é a resposta a dar a população afetada em termos de víveres.

Assim, o Conselho Técnico do INGC, refere que está preparado para assistência aos mais vulneráveis num programa que consiste no apoio social direto,

Asaph Kasujja - Videopgraher arbeitet mit Drohnen (J. van Loon)

Foto ilustrativa: Um drone

"É um programa baseado essencialmente nas transferências monetárias que compreende questões de cheias num período de seis meses. E para questões de seca compreende um período de doze meses. O programa assiste todas as pessoas, desde que tenham sido abrangidas pelo apoio do INGC”, disse João Casimiro, membro do Conselho.

Refira-se que o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) está a fazer atualizações meteorológicas, na última semana de cada mês, desde outubro deste ano, fato que vai acontecer até janeiro de 2018.

O PAM também realçou que a situação de emergência em Moçambique será menos grave que a seca e as chuvas que assolaram o país entre outubro de 2016 e março de 2017, deixando mais de um milhão de pessoas em situação de necessidade urgente de assistência humanitária. 

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