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Moçambique

Moçambique: População da Gorongosa "volta a viver"

A vida das populações da Gorongosa, centro de Moçambique, volta à normalidade. Até agora as populações circulam livremente na vila de Gorongosa. Mas os habitantes aguardam pela paz efetiva e duradoura num futuro breve.

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Turma do ensino primário na Gorongosa, província de Sofala, Centro de Moçambique

Em Gorongosa, a maior parte das escolas reabriu. As atividades comerciais decorrem normalmente. Num passado muito recente, o cenário era outro. Gorongosa foi uma das principais regiões afetadas pela tensão político-militar envolvendo as Forças de Defesa e Segurança e homens armados da RENAMO, o maior partido da oposição em Moçambique.

Entretanto, com o fim das hostilidades, a vida das populações em Gorongosa vai regressando à normalidade.

Carlos Alberto, Lehrer aus Gorongosa, Mosambik

Carlos Alberto é professor na Gorongosa

Ndapedza Angélico Faera, um habitante da Gorongosa, mostra-se satisfeito com o aumento da segurança na região, com a trégua entre o Governo e a RENAMO: "Dantes vivíamos mal com a guerra, então sofríamos, corríamos de um lado para o outro, não tínhamos maneira de ficarmos, mas agora com a trégua, até aqui estamos a dormir nas nossas casas.”
Ndapedza saúda os esforços do Presidente da República Filipe Nyusi e do líder da RENAMO, Afonso Dlhakama, visando um entendimento e o regresso da paz ao país.E não é o único satisfeito com a trégua. O professor Carlos Alberto, que leciona debaixo de uma árvore uma turma da primeira classe com 270 alunos, mostra-se emocionado.

À DW África, conta que, num passado recente, os professores tinham muitas dificuldades em chegar às escolas: "No passado não era fácil. Nos anos de 2013, 2014, não era nada fácil e 2015 entramos e demos aulas até outubro. Saímos por causa de problemas como todo mundo sabe, e agora está mais fácil desde que houve trégua não há problemas estamos a dar aulas normalmente.”

Há quem queira Afonso Dhlakama fora da Gorongosa
A população quer um acordo definitivo entre os dois líderes, Filipe Nyusi e Afonso Dlhakama, bem como a saída do líder da RENAMO das matas para garantir uma paz efetiva e duradoura.

Uma opinião partilhada por Victor Vasco Cinturão, outro habitante daquela região da vila de Gorongosa que argumenta que "quando se diz que a guerra já acabou recolhem-se as armas que são em seguida colocadas num lugar apropriado para acreditarmos que de facto a guerra acabou. Mas até aqui ainda não acreditamos."

Ouvir o áudio 02:56

Moçambique: População da Gorongosa "volta a viver"

E Cinturão questiona: "Estamos sempre tristes porque os homens da RENAMO não saem. E o próprio presidente da RENAMO porque não sai das matas? Está sempre nas montanhas, será que aqui é Maputo? Nós estamos a pedir ao Governo para fazer com que os homens da RENAMO saiam da mesma forma como estão sair as Forças de Defesa e Segurança. E ele [Afonso Dhlakama] também deve sair e ir para Maputo.”

Segundo o comandante das Forças de Defesa e Segurança na Gorongosa, algumas bases usadas pela RENAMO durante os confrontos vão passar a ser esquadras e quartéis visando garantir a ordem, segurança e tranquilidade públicas.

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