Moçambique: Muitos quadros de saúde e poucas vagas na Zambézia | NOTÍCIAS | DW | 30.05.2018
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

NOTÍCIAS

Moçambique: Muitos quadros de saúde e poucas vagas na Zambézia

Governo moçambicano desembolsou cerca de 1 milhão e 500 mil euros para contratação de quadros do setor da saúde desempregados na província da Zambézia, que aguardam pelo enquadramento desde 2016.

Mosambik- Krankenschwester (DW/M. Mueia)

Estudantes de enfermagem em Moçambique

Apesar da boa nova para os enfermeiros e outros quadros do setor de saúde recém formados que aguardam o emprego, há muitas dúvidas sobre os critérios de seleção dos candidatos para essas futuras vagas.

Chandú Joaquim, técnico de laboratório que está há um ano à espera de oportunidade de emprego disse que "não seria correto um profissional de saúde ser formado e sentar em casa dois ou três anos sem nenhum enquadramento.”

Ele acrescenta ainda que "duvida se serão criadas vagas para enquadrar todas as pessoas que estão à espera numa província, porque são várias províncias que formam muitos quadros e não tem enquadramento. Alguns ainda conseguem e os que não tiverem sorte podem ficar em compasso de espera”.

Joaquim lamenta que "para qualquer cidadão é uma coisa muito preocupante estar formado, principalmente na área de saúde e ficar sem trabalhar. Nunca mais consegue adquirir a prática necessária”.

Ouvir o áudio 02:44
Ao vivo agora
02:44 min

Muitos quadros de saúde e poucas vagas na Zambézia

Benedita António, técnica básica em saúde materno-infantil, também está na dúvida quanto à sua integração.
"Tomara que todo mundo seja chamado para trabalhar porque ficar em casa não ajuda...a teoria não é a prática". afirma

Falta de dinheiro 

Para o diretor de saúde da Zambézia, Hidayat Kassim, o principal constrangimento foi a falta de recursos financeiros com que a província se debatia. Mas já foram colocados à disposição das autoridades do setor 105 milhões de meticais (cerca de 1 milhão e 500 mil euros), para a contratação de novos técnicos de saúde para vários distritos da província.

"Felizmente este assunto de fundo já está ultrapassado. Este ano já fomos dotados através de fundo comum do Ministério da Saúde com um montante de 105 milhões de meticais e assim vamos poder contratar 437 funcionários”, garantiu.

Hidayat Kassim, assegurou por outro lado, que "também temos um fundo do orçamento do Estado para o Governo da província da Zambézia no valor de 35 milhões de meticais cerca de 500 mil euros para contratar 200 profissionais de saúde. Vamos lançar brevemente um concurso para as candidaturas e dentro de três meses vamos começar com as contratações".

Elisabete, formada em saúde materno-infantil espera que seja integrada nos serviços de saúde na província. "Sinto-me feliz e emocionada, não se sabe o que vai acontecer porque há muitas pessoas e as vagas são poucas...mas estou esperançosa, vou tentar a minha sorte".

Mosambik- Hidayat Kassim (DW/M. Mueia)

Hidayat Kassim, diretor de saúde da Zambézia

Muitos quadros poucas vagas

O diretor provincial de saúde, não avança o número de técnicos que poderão ser integrados mas fez saber que vão ser chamados 437 técnicos para trabalhar no setor de saúde em diversas áreas.

"Na província da Zambézia têm mais de 2500 enfermeiros. O número de recursos e da classe em geral é um desafio. Nós estamos a formar mais quadros. Este ano vamos colocar mais 437 funcionários que irão melhorar a qualidade na prestação de serviço e assim diminuir a carga de trabalho dos nossos enfermeiros”, diz Hidayat Kassim.

O ingresso de novos técnicos segundo o responsável vai permitir "aumentar o número de pessoal de enfermagem nas escalas de serviço”.

Na cidade de Quelimane, por exemplo, há pelo menos cinco instituições de formação de técnicos de saúde de nível médio, mas somente um é que pertence ao Estado sendo as restantes privadas.

Em média anualmente mais de 1000 candidatos formados nessas instituições, e também de outras províncias moçambicanas procuram emprego. Mas por enquanto a procura é muito superior a capacidade de absorção desses quadros, dizem as autoridades.

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados