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Moçambique

Moçambique: FMI quer ver relatório sobre dívidas ocultas "o mais rápido possível"

Previa-se que a auditoria da consultora Kroll às dívidas ocultas fosse divulgada até ao final de maio. Mas já estamos em junho e o conteúdo do relatório ainda não foi revelado. FMI gostaria de ver o sumário em breve.

O representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Moçambique não esconde que há alguma ansiedade para conhecer a auditoria às chamadas dívidas ocultas, realizada pela filial britânica da consultora norte-americana Kroll.

"Todos estamos com vontade de ver o sumário executivo o mais breve possível", afirmou Ari Aisen, questionado pela agência de notícias Lusa.

A consultora entregou o relatório à Procuradoria-Geral da República de Moçambique a 12 de maio, mas até agora o seu conteúdo ainda não foi divulgado. "Aguardemos", referiu o responsável do FMI.

O Fundo Monetário Internacional e um grupo de 14 doadores internacionais congelaram o apoio ao orçamento de Estado moçambicano depois de, no ano passado, serem descobertas dívidas na ordem dos 2,2 mil milhões de dólares, que foram garantidas pelo Governo sem o aval do Parlamento. Os parceiros de Moçambique recusam-se agora a retomar os apoios sem a divulgação das conclusões da auditoria.

FMI propõe programa estrutural

Segundo Aisen, o FMI pretende negociar com o país um programa estrutural e de longo prazo. Mas tudo dependerá das negociações futuras: "Se conseguirmos chegar a um acordo com Moçambique, e tenho otimismo em como vamos conseguir chegar a esse acordo, estamos realmente pensando num programa que seja mais estrutural", em vez de um apoio pontual, afirmou o representante do Fundo.

"Na nossa visão e diagnóstico, Moçambique precisaria de um programa de mais longo prazo e que realmente tivesse um foco bastante relevante sobre temas estruturais, principalmente aqueles que tocam as finanças públicas", disse Ari Aisen na quarta-feira (31.05.).

Até 2013, a dívida pública moçambicana rondava os 40% do Produto Interno Bruto (PIB), mas cresceu exponencialmente nos últimos anos, disparando para 130% no ano passado.

O FMI pretende inverter este cenário. "Queremos que a trajetória da dívida esteja realmente declinando", concluiu Aisen, que espera também melhorias, por exemplo, ao nível da relação da dívida com exportações e arrecadação tributária.

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