1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Moçambique: “Basta de guerra e de derramamento de sangue”

Milhares de moçambicanos juntaram-se em Maputo e noutras cidades do país para orarem pela paz. A iniciativa enquadra-se no lançamento de uma campanha nacional para apelar à paz.

Mosambik christlicher Rat in Manica (DW/B. Jaquete)

Membros do Conselho Cristão de Manica no lançamento da "Campanha Nacional de Oração"

A "Campanha Nacional da Oração”, vai decorrer durante um ano sob o lema pelo perdão, reconciliação, unidade da nação, e cessar fogo imediato. Deverá culminar em dezembro de 2017 com a realização de uma conferência nacional sobre a paz, perdão e cura divida.

Durante doze meses, todos os moçambicanos serão chamados a dedicar pelo menos dez minutos de oração a favor da paz, como explicou o Secretário Geral do Conselho Cristão de Moçambique, Reverendo Marcos Macamo. "Todos os moçambicanos devem contribuir para o bem estar da nação. Cada um de nós”.

Monitoramento do diálogo político em curso

Mosambik christlicher Rat in Manica (DW/B. Jaquete)

Moçambicanos participam no lançamento da "Campanha Nacional de Oração"

Para além da promoção de orações a titulo indivual e de cultos a favor da paz, será monitorado o diálogo político em curso no país entre o Governo e a RENAMO para o fim da tensão político militar, segundo refere a Plataforma da Missão Profética e de Reavivamento.

Artemisa Franco é a Coordenadora desta plataforma que congrega cerca de 100 confissões religiosas. "Monitoria porquê? Porque estes problemas todos que estamos a ter como o recurso a guerra é porque o processo do acordo paz, (alcançado em 1992) já todos chegamos a essa conclusão, não foi bem implementado nem monitorado”, sublinha Franco.

No lançamento da campanha em Maputo todos os intervenientes disseram "basta de guerra e de derramamento de sangue” e sublinharam a necessidade do alcance imediato da paz, condição para o desenvolvimento do país.

Cultura da paz

Mosambik Ex-Präsident Joaquim Chissano (Getty Images/AFP/Seyllou)

Ex-Presidente moçambicano, Joaquim Chissano

O antigo Chefe de Estado, Joaquim Chissano, destacou que os moçambicanos têm um objectivo comum e que "neste caso é a paz e reconciliação. É a cultura de paz. Não é uma paz qualquer mas uma paz completa, uma paz profunda, uma paz de Deus, paz de Cristo, paz completa, em todas as suas vertentes, sem criminalidade, sem carências gritantes, sem pobreza absoluta", afirmou o ex-chefe estadista (1986-2005).
Por seu turno, o ministro da Justiça, Isac Chande, afirmou que as confissões religiosas desempenham um papel importante na aproximação entre os moçambicanos.

"É com a nossa iniciativa que juntos e unidos podemos tornar o nosso país um exemplo de participação e construção democrática, condição sine qua non para o desenvolvimento inclusivo que almejamos”.

Em nome da bancada parlamentar do partido no poder, a FRELIMO, falou a chefe daquele grupo, Margarida Talapa para destacar que "a cultura da paz e de solidariedade humana através do diálogo, da tolerância e de reconciliação, tendo em vista a construção de uma sociedade justa, democrática e unida, é uma pedra angular para a sociedade moçambicana”.

"Amor, fraternidade e hosnetidade”, defende MDM

Lutero Simango, Mitglied der MDM-Partei (DW/R.daSilva)

Lutero Simango do MDM

Para o chefe da bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, a reconciliação deverá ter como fundamento o amor, a fraternidade e a honestidade.

"Ela terá que ser efetiva e nacional. Os moçambicanos devem ser tratados de forma igual. Não devem ser qualificados pelas suas convicções políticas, religiosas ou sociais. Agora é hora de reconciliação, temos de nos reconciliar para que a família moçambicana embarque num projeto genuíno de reconstrução da nação, pedra a pedra, como anuncia o nosso hino nacional", realçou Simango.

O maior partido na oposição, a RENAMO, não se fez representar na cerimónia.

Ouvir o áudio 03:25

Moçambique: “Basta de guerra e de derramamento de sangue”

A "Campanha Nacional de Oração” a favor da paz acontece numa altura em que os moçambicanos se mostram agastados com a continuação dos ataques militares atribuídos à RENAMO e a aparente ausência de progressos no diálogo político, com vista a por fim a tensão político militar.

De salientar que apesar da quadra festiva do Natal e do Ano Novo, muitos moçambicanos receiam viajar para junto dos seus familiares em alguns pontos do país devido ao conflito militar.

Mosambik Ex-Präsident Joaquim Chissano (Getty Images/AFP/Seyllou)

Ex-Presidente moçambicano, Joaquim Chissano

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados