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Angola

Ministro da Saúde de Angola promete baixar preços dos medicamentos

O ministro angolano da Saúde, José Van-Dúnem, esteve em Berlim numa conferência juntamente com outros líderes africanos. Para o político, o combate à contrafação e a captação de investimento são as prioridades do setor.

Na capital alemã, Berlim, vários empresários alemães e representantes de governos africanos estiveram reunidos esta quinta-feira (23.10) num simpósio germano-africano sobre saúde.

O ministro angolano da Saúde, José Van-Dúnem, participou no encontro e concedeu uma entrevista à DW África.

DW África: Quais são as expectativas na cooperação com as empresas alemãs na área da saúde?

José Van-Dúnem (JVD): Conseguirmos que os medicamentos tenham preços bastante mais baratos e ver em que medida estariam dispostos a oferecer coisas que fazem falta como conhecimento, ajuda na investigação e ajuda a criar mais capacidade no nosso país.

20 Jahre Friedensdorf in Angola

Muitas crianças apenas conseguem receber tratamento fora de Angola, como esta menina que foi tratada na Alemanha graças ao apoio de uma ONG

DW África: Que hipóteses de investimentos Angola apresentou aos empresários alemães?

JVD: Angola veria com muito prazer quer a criação de armazéns grossistas, quer mesmo a produção local de medicamentos. Sendo a Bayer uma empresa que faz as coisas com muita qualidade, essa qualidade iria seguramente fazer com que nós pudéssemos vender medicamentos para além das fronteiras de Angola. As empresas deveriam associar-se ao Estado angolano para a gestão de unidades sanitárias, laboratórios e grandes hospitais.

DW África: Já foi possível perceber se há interesse das empresas alemãs?

JVD: As empresas estão bastante interessadas em ir para Angola. Há grandes oportunidades que não foram ainda suficientemente exploradas. O facto de a Alemanha estar a ir para Angola através de Portugal não faz sentido, faz com que os produtos cheguem mais caros devido à triangulação.

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Ministro da Saúde de Angola promete baixar preços dos medicamentos

DW África: Os investimentos alemães seriam na área da saúde privada ou da saúde pública?

JVD: Em ambos os domínios.

DW África: No caso de investimento na saúde privada, de que forma a população poderia beneficiar destas parcerias?

JVD: Há serviços em que a Alemanha é líder mundial, como nos domínios da ortopedia, das neurociências e dos laboratórios. Então, qualquer estrutura privada desses domínios em Angola faria com que pessoas que têm de recorrer ao exterior para se tratar pudessem encontrar esses serviços no país.

DW África: Esteve reunido ontem com o ministro alemão da Saúde, Hermann Gröhe. Qual foi o foco do encontro?

JVD: Angola veria com muito bons olhos o apoio que a Alemanha pudesse dar no domínio da investigação, formação de recursos humanos e ensino.

DW África: Qual é, na sua opinião, o maior desafio que Angola encontra no setor da saúde?

Angola Gesundheitsminister José Van-Dúnem

José Van-Dúnem, Ministro da Saúde de Angola

JVD: Há logística necessária para garantir os medicamentos para essas estruturas. Temos que, ao nível dos recursos humanos, criar condições para que esse esforço se traduza numa oferta de serviços de qualidade, não só nas capitais provinciais mas em todo o país. Para além das cinco faculdades de medicina, abrimos escolas de formação de enfermeiros em todas as capitais provinciais e abrimos 13 escolas com licenciaturas de enfermagem. Temos de continuar a melhorar a capacidade de investigar. O terceiro será talvez a sustentabilidade do financiamento dada a gratuitidade de grande parte dos serviços oferecidos em Angola.

DW África: Segundo a SADC, os medicamentos vendidos em Angola são cerca de 800% mais caros do que a média da região. O que tem sido feito para reverter este quadro?

JVD: A nossa grande prioridade não foi o preço, foi a luta contra a contrafação. Temos de fazer todo o esforço para não chegarem ao país medicamentos contrafeitos. Depois de conseguirmos os resultados que pretendemos na luta contra a contrafação, vamos intensificar a luta por preços que sejam mais suportáveis pela população e pelo Estado. 800% é absolutamente inaceitável.

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