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Guiné-Bissau

Mesa redonda: Guiné-Bissau tenta angariar 427 milhões de euros

Na mesa redonda de doadores, em Bruxelas, a Guiné-Bissau vai tentar angariar financiamento para projetos ligados à Defesa, Justiça e reconciliação nacional, vias de comunicação, entre outros.

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José Mário Vaz (esq.) e Domingos Simões Pereira

O Governo da Guiné-Bissau, liderado por Domingos Simões Pereira, e o Presidente da República, José Mário Vaz, estão juntos em Bruxelas para apresentar na quarta-feira (25.03) o plano operacional 2015-2020.

Na mesa redonda de doadores, a Guiné-Bissau vai tentar angariar financiamento para projetos ligados à Defesa, Justiça e reconciliação nacional, vias de comunicação e acesso a energia, biodiversidade e gestão sustentável dos recursos naturais.

Simões Pereira chefia uma delegação composta por 45 pessoas. "Entendemos ser importante levar para a reunião membros da sociedade civil, alguns artistas, representantes dos partidos políticos, deputados e técnicos em várias áreas para que o nosso país esteja bem representado", disse aos jornalistas.

A Guiné-Bissau organiza a conferência internacional em conjunto com a União Europeia (UE) e a Organização das Nações Unidas (ONU).

Dezenas de organizações internacionais e países participantes no encontro vão receber uma lista detalhada de 208 projetos que constituem a primeira vaga do plano com um custo estimado de 732 milhões de euros.

Atmosphäre in Guiné Bissau

Uma artéria da capital guineense, Bissau

Deste conjunto estão por financiar 100 projetos no valor de 427 milhões de euros, valor que a Guiné-Bissau vai tentar conquistar na mesa redonda para fechar as verbas para a primeira vaga de projetos.

O primeiro-ministro Simões Pereira conta com o "apoio de todos" para mudar a Guiné-Bissau. "Vamos pedir à comunidade internacional uma maior atenção e uma atenção positiva para a Guiné-Bissau. Pelo facto, acreditamos que os pressupostos estejam criados e agora precisamos enfrentar o futuro com mais confiança".

A menos de 24 horas do encontro em Bruxelas, Domingos Simões Pereira, recebeu a confirmação de vários apoios de altas individualidades oeste-africanas. "Recebemos a confirmação do apoio de todos os Presidentes da sub-região que manifestaram a adesão aos nossos esforços, tendo deixado por outro lado clara a intenção dos seus respetivos países em ajudar a Guiné-Bissau a deixar para trás o passado e enfrentar o futuro com muita confiança".

UE revoga sanções contra a Guiné Bissau

Domingos Simões Pereira Guinea-Bissau EU Kommission

Domingos Simões Pereira, primeiro-ministo da Guiné-Bissau (esq.) com Maria Damanaki, Comissária europeia para as pescas (2014)

Esta terça-feira (24.03) um dia antes da realização da mesa redonda, o Conselho da UE revogou as sanções que limitavam a cooperação com a Guiné-Bissau e que tinham já sido suspensas em julho do ano passado após a realização de "eleições livres e credíveis".

Recorde-se que em julho de 2014, após terem tido lugar eleições consideradas livres e credíveis, o Conselho já decidira suspender as restrições à cooperação que impusera em 2011 à Guiné-Bissau na sequência do golpe militar de abril de 2010 e consequente designação dos seus principais instigadores para os postos de comando da hierarquia militar, o que a UE considerou uma grave violação dos elementos essenciais do Acordo de Cotonou, assinado entre a União e países da África, Caraíbas e Pacífico.

Ouvir o áudio 03:13

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