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Guiné-Bissau

Manifestantes pedem demissão de Presidente da Guiné-Bissau

Centenas de pessoas, sobretudo jovens, protestaram nas ruas de Bissau. Os manifestantes acusam o Presidente José Mário Vaz de ser o "principal responsável" pela crise política, que se prolonga há mais de um ano no país.

Na Guiné-Bissau, continua a não haver acordo quanto à escolha de um novo primeiro-ministro. O chefe de Estado guineense, José Mário Vaz, convocou o Conselho de Estado para analisar a questão esta semana, mas os partidos ainda não chegaram a consenso sobre o nome do próximo chefe do Executivo. Assim, a reunião do Conselho de Estado foi suspensa até segunda-feira.

Mas centenas de guineenses voltaram esta sexta-feira (11.11) às ruas para protestar contra a demora do processo. E acusam José Mário Vaz de ser o "principal responsável" pela crise política no país.

"O Presidente não pode ser árbitro e jogador ao mesmo tempo", disse Nelvina Barreto, uma das organizadoras da manifestação, à agência de notícias Lusa. Os manifestantes exigiriam a demissão do chefe de Estado, além da dissolução do Parlamento e da convocação de eleições gerais.

Os manifestantes encheram as ruas, percorrendo a avenida principal de Bissau, marchando desde o Palácio do Governo até à Praça dos Heróis Nacionais.

"Finalmente as pessoas estão a compreender" que as manifestações não têm só a ver com partidos políticos ou personalidades, afirmou Nelvina Barreto à Lusa.

Na capital guineense, as escolas e alguns mercados encerraram em solidariedade com os manifestantes. Os organizadores do protesto prometem voltar às ruas se, na segunda-feira, o Conselho de Estado não tomar nenhuma decisão. Em cima da mesa estão três nomes para ocupar o cargo de primeiro-ministro, propostos pelo Presidente: o general na reserva Umaro Cissoko, o político Augusto Olivais e João Aladje Fadia, diretor guineense do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO).

Cidadãos pedem regresso de "Cadogo"

Entretanto, um grupo de cidadãos defende o regresso à Guiné-Bissau do ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, entre outros guineenses exilados.

"A governação de Carlos Gomes Júnior deu credibilidade à Guiné-Bissau no plano nacional e internacional por força da competência e honestidade", explicou o movimento, que se apresentou esta sexta-feira num hotel na capital guineense.

Carlos Gomes Júnior foi derrubado num golpe militar em abril de 2012. Desde essa altura tem residido em Cabo Verde e em Portugal.

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