Mali: Primeiro-ministro e Governo renunciam | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 30.12.2017
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Internacional

Mali: Primeiro-ministro e Governo renunciam

Há poucos meses das presidenciais, o primeiro-ministro do Mali e seu Governo demitiram-se, esta sexta-feira (29.12), sem anunciar o motivo. O Presidente disse, em comunicado, ter aceite as demissões.

Videostill von Abdoulaye Idrissa Maiga Verteidigungsminister Mali (Reuters TV)

Abdoulaye Idrissa Maiga, ex-primeiro-ministro do Mali

As autoridades malianas não apresentaram nenhuma razão para Abdoulaye Idrissa Maiga, que ocupava o cargo de primeiro-ministro do país desde abril, demitir-se sete meses antes de o Presidente Ibrahim Boubacar Keita concorrer à reeleição.

Maiga "apresentou ao Presidente a sua demissão, bem como a dos restantes membros do seu Governo", informou em nota a Presidência, dizendo que Keita "aceitou" a decisão.

A declaração presidencial acrescentou ainda que Maiga agradeceu ao Presidente pela "oportunidade de servir o Mali".

Keita também agradeceu ao primeiro-ministro por "sua lealdade" e disse que um novo primeiro-ministro e Governo serão anunciados em breve.

Maiga, um engenheiro proveniente da cidade de Gao, no norte do Mali, é também vice-presidente do partido no poder União para o Mali (RPM, na sigla em francês), que Ibrahim Boubacar Keita fundou.

Mali Parlamentswahlen 15.12.2013 (Habibou Kouyate/AFP/Getty Images)

Mali realiza presidenciais em julho de 2018

Ele foi o diretor da campanha de Keita durante a corrida presidencial, em 2013, e ministro da Defesa. Seu Governo foi o quarto desde a eleição do atual Presidente, em 2013.

Alguns observadores acreditam que a renúncia acontece num momento em que o chefe de Estado pretende formar um Governo de unidade nacional.

Insegurança persiste

Além das dificuldades socioeconómicas, o Mali sofre uma grave instabilidade no âmbito da segurança, que começou com o golpe de Estado em 2012, quando grupos tuaregues rebeldes, junto a organizações jihadistas, tomaram o controle do norte do país durante dez meses.

Os jihadistas foram teoricamente expulsos em janeiro de 2013 graças a uma intervenção militar internacional liderada pela França, mas extensas áreas do país, sobretudo do norte e centro, escaparam do controle estatal, ensejo que foi aproveitado pelos grupos terroristas.

O Mali planeia realizar eleições presidenciais em julho de 2018.

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