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Internacional

Mali confirma primeiro caso de ébola

O ébola chegou ao Mali. Segundo o Ministério da Saúde maliano, exames confirmam que uma menina de dois anos que chegou há pouco tempo ao país, vinda da vizinha Guiné-Conacri, está infectada com o vírus mortal.

As autoridades malianas de Saúde fizeram análises ao sangue da rapariga na quarta-feira (22.10), num hospital da cidade de Kayes, no oeste do Mali, perto da fronteira com o Senegal.

Os testes ao ébola deram positivo. A rapariga foi colocada em isolamento, de acordo com o Ministério da Saúde. As pessoas que entraram em contacto directo com a doente estão a ser monitorizadas.

Esta notícia já foi considerada um forte revés nos esforços para conter o vírus. Ainda há poucos dias, o Senegal e a Nigéria foram declarados livres do ébola.

Na altura, a Organização Mundial de Saúde (OMS) disse mesmo que a Nigéria era uma história de sucesso, que mostrava como o ébola pode ser contido.

Mas a Organização avisou também que essa era apenas uma batalha ganha na guerra contra a epidemia.

Ebola Grenzkontrolle in Mali

Na fronteira com Kouremale, na Guiné-Conacri, trabalhadores da saúde checam a temperatura das pessoas que entram no Mali

Situação preocupante

Esta quinta-feira (22.10), ainda antes da confirmação do primeiro caso de ébola no Mali, o director adjunto da Organização Mundial de Saúde para a segurança sanitária, Keiji Fukuda, dizia que ainda não é tempo de pôr as mãos nos bolsos.

"Os especialistas médicos do comité de emergência da OMS frisam que continua a haver um aumento exponencial de casos nos três países mais atingidos: a Guiné-Conacri, a Libéria e a Serra Leoa. A situação continua a ser muito preocupante," declarou.

Quase 5.000 pessoas já morreram de ébola na África Ocidental. No total, quase 10 mil casos de pessoas infectadas com ébola foram reportados à Organização Mundial de Saúde.

A resposta à epidemia assenta agora num plano chamado "70-70-60". O objectivo é que 70% dos pacientes sejam isolados, 70% dos corpos de pessoas que tenham morrido infectadas com o vírus ébola sejam enterrados de forma segura e, tudo isso, num espaço de 60 dias, até ao início de dezembro.

Mas quem está no terreno enfrenta dificuldades: faltam camas, centros de tratamento, laboratórios. Faltam voluntários. Segundo Fukuda, da OMS:

"Estamos a ter dificuldade em encontrar todo o pessoal médico que precisamos. Esta é a nossa maior dificuldade. Continuamos a precisar de pessoas, sejam elas nacionais ou estrangeiras," revela.

AU Präsidentin Nkosazana Dlamini-Zuma

A presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, diz que sua organização deve contribuir no combate ao ébola com envio de pessoal

Reações políticas

A União Africana respondeu agora à chamada. Com tão poucos médicos e enfermeiros no terreno, a presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, comprometeu-se a mobilizar mais de mil pessoas para ajudar na luta contra o ébola.

"Precisamos de mobilizar mais pessoas. É aí que devemos intervir, porque outros parceiros internacionais estão a tratar das questões de infra-estruturas," pondera.

Entretanto, a União Europeia oferece mais dinheiro. Bruxelas diz que vai tirar uma fatia de 25 milhões de euros do orçamento da União para financiar projectos de investigação para encontrar uma vacina.

Ao todo, os europeus já prometeram cerca de 600 milhões de euros para ajudar na luta contra o ébola. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, diz que só isso não chega. Mil milhões de euros deveria ser a meta.

Segundo Cameron, "é importante que actuemos no terreno. A Grã-Bretanha lidera os esforços na Serra Leoa, mas é preciso que outros países europeus façam mais."

WM 2014 Afrikanische Fans

CAHB não é a primeira organização a se preocupar com a propagação do ébola. O Governo do Marrocos pediu o adiamento da CAN-2015, prevista para janeiro. Na foto, torcedores da seleção de futebol do Gana, durante o Mundial-2014

Competições de Andebol suspensas

Nesta setxa-feira (24.10), a Confederação Africana de Andebol (CAHB) suspendeu, "até nova ordem", todas as competições continentais.

Em comunicado, a CAHB expressou "grande preocupação" pela evolução da epidemia e considerou que os jogos de andebol entre clubes e seleções, bem como a concentração de espetadores, poderiam contribuir para a propagação do vírus.

"É uma medida preventiva que tem como objetivo evitar a propagação e contribuir para aumentar o nível de consciencialização do problema", refere a nota da confederação.

Ouvir o áudio 04:15

Mali confirma primeiro caso de ébola

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