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NOTÍCIAS

Mais um membro da RENAMO assassinado em Moçambique

Um membro sénior do principal partido da oposição moçambicana foi morto a tiro por desconhecidos, quinta-feira, em Nampula. A família diz que o responsável da RENAMO queixava-se há dias de perseguição e ameaças de morte.

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Sede da Resistência Nacional Moçambicana em Nampula

Mais um membro da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) foi morto a tiro por homens desconhecidos. Trata-se de José Naitele, de 47 anos. O caso ocorreu por volta das 14 horas de quinta-feira (29.12), no segundo dia da trégua temporária declarada pelo maior partido da oposição.

O membro sénior do maior partido da oposição em foi atingido dentro da sua viatura, a escassos metros da casa, na cidade de Nampula, no norte.

Custura Momade, esposa de José Naitele, conta que o marido saiu de casa para ir trabalhar, mas não voltou, porque foi interpelado por um grupo de desconhecidos, que o mataram.

Há dois dias, o marido tinha-lhe dito que estava a ser perseguido. E "não se sentia seguro" quando saía de casa para o trabalho e vice-versa. "Na noite anterior chegaram aqui pessoas estranhas com catanas, mas nós não as conhecemos", disse.

José Naitele trabalhava na sede da delegação provincial da RENAMO em Nampula. Segundo a família, também já tinha trabalhado para o partido de Afonso Dhlakama em Mogincual, a sua terra natal.

Família em choque

Alfredo Naitele, filho do membro da RENAMO assassinado e também ele trabalhador do partido em Nampula, não quer acreditar no que aconteceu. "Saiu de casa de manhã e disse: 'meus filhos já vou para o serviço'. Depois não sei o que aconteceu", conta.

José Naitele deixa oito filhos. A esposa Custara Momade estranha as motivações dos assassinos. "Ele não tinha problemas com ninguém", referiu.

Ouvir o áudio 01:58

Mais um membro da RENAMO assassinado em Moçambique

A polícia esteve no local do crime. Contactado pela DW África, Zacarias Nacute, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula, limitou-se a confirmar a ocorrência e prometeu mais detalhes durante uma conferência de imprensa agendada para esta sexta-feira (30.12).

A DW tentou contactar a RENAMO, mas as portas da sede do partido em Nampula estavam fechadas. Também não foi possível obter uma reacção por telefone. Entretanto, o porta-voz da força política, António Muchanga, citado pela agência Lusa, disse que o crime foi cometido com "o mesmo modo de atuação" dos esquadrões da morte que a RENAMO alega estarem a operar no centro e norte de Moçambique, visando a eliminação de dirigentes do partido.

"As informações que vêm do terreno indicam isso, a não ser que a polícia traga as pessoas que fizeram o crime", disse o porta-voz sobre a possibilidade de motivações políticas para o homicídio. Muchanga não quis, porém, estabelecer uma relação entre o caso e a trégua de uma semana.

Este é o segundo caso de morte a tiro de um membro da RENAMO, por desconhecidos, neste mês. O primeiro foi José Murevete, membro da Assembleia provincial do partido. Até agora, a polícia ainda não esclareceu o caso.

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