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Moçambique

Mais um comboio da Vale atacado no centro de Moçambique

Homens armados atacaram esta segunda-feira (25.07) um comboio da Vale Moçambique, na província de Sofala, ferindo gravemente o maquinista. O ataque acontece uma semana depois de retomada a circulação na linha de Sena.

O comboio foi atacado de manhã, por volta das 10 horas, nas imediações do posto administrativo de Nhamitanga, no distrito de Cheringoma. Transportava carvão de Moatize, na província de Tete, para o porto da Beira, província de Sofala.

O ataque aconteceu não muito longe do local onde no mês passado ocorreram dois ataques consecutivos contra locomotivas da Vale Moçambique. Por esse motivo, a empresa mineira brasileira chegou a suspender a circulação ao longo daquela ferrovia.

Na altura, as medidas de segurança foram reforçadas. Forças de defesa e segurança foram destacadas para o local para garantir a circulação de pessoas e bens. A Vale e a empresa estatal Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) decidiram também que só haveria circulação no troço Caia-Muanza no período diurno.

Cândido Jone

Cândido Jone, diretor executivo da CFM

O diretor executivo da empresa estatal Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Cândido Jone, disse à DW África que há "prejuízos enormes" para o país, a CFM e a própria Vale por causa das restrições na linha proveniente de Moatize. Ainda assim, garante que as atividades vão continuar. "A carga que se destina ao porto da Beira sempre há-de vir para o porto da Beira por causa da sua localização estratégica", lembra.

Segundo um relatório da CFM, a empresa perdeu mais de 2.322 mil dólares com a suspensão por mais de duas semanas do uso da linha de Sena pela Vale Moçambique, o maior cliente daquela empresa estatal. A DW África tentou, sem sucesso, obter também uma reacção da Vale Moçambique.

Governo e RENAMO trocam acusações

Novos episódios de violência têm marcado o centro do país nos últimos dias. Na semana passada, foram assassinados três régulos locais e líderes comunitários nos distritos de Chibabava e Cheringoma.

Os filhos do régulo de Muxúnguè, Macotore José, disseram, em entrevista à DW África, que o pai pode ter sido morto por motivos políticos. Mas acrescentam que o régulo tinha litígios com outras pessoas na região.

Mosambik Afrika Haus der Régulo von Muxúnguè

Macotore José, régulo de Muxúnguè, foi assassinado na semana passada

Os ataques na região têm sido atribuídos pelas autoridades a homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). O porta-voz do comando provincial de Sofala, Daniel Macuacua, sem entrar em detalhes, afirma que se trata de "mais uma acção criminal" do braço armado do maior partido da oposição moçambicana. O Governo também culpa a RENAMO por raptos e assassinatos.

Por sua vez, o maior partido da oposição denuncia bombardeamentos na serra da Gorongosa, local onde presumivelmente estará escondido o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama.

A intensificação dos raptos, assassinatos e ataques nas estradas da região centro de Moçambique acontece numa altura em que as negociações entre o Governo e a RENAMO, na presença de mediadores internacionais, ganham um novo rumo. Na semana passada, mediadores internacionais pediram tempo para alegadamente organizarem as linhas que vão aproximar as duas partes.

Ouvir o áudio 03:43

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