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Angola

Mais de mil angolanos só votaram este sábado

CNE não conseguiu realizar a votação em municípios de quatro províncias, no dia 23 de agosto. Mas, segundo a porta-voz Júlia Ferreira, isto não altera os resultados provisórios já divulgados.

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Eleições foram realizadas na última quarta-feira, dia 23 (Foto: Assembleia de voto em Luanda)

Mais de 1,4 mil eleitores angolanos de quatro províncias foram este sábado (26.08) às urnas, em 18 assembleias de voto, depois de, por avaria de meios aéreos e face ao mau tempo, não terem votado na última quarta-feira, nas eleições gerais.

De acordo com a porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola, Júlia Ferreira, em causa estavam os eleitores em nove assembleias de voto no Moxico, cinco na Lunda Norte e uma em Benguela, num total de 15 assembleias de voto e 1,3 mil eleitores.

A estas, identificadas na quarta-feira como impossibilitadas de abrirem as assembleias de voto para as eleições gerais, juntaram-se depois três assembleias de voto em locais de "muito difícil acesso", em dois municípios da província de Malanje, num total de 120 eleitores.

"Por isso é que só estamos a usar meios aéreos. Houve algumas dificuldades de aterragem, mas felizmente hoje fomos bem-sucedidos, conseguimos depois de várias tentativas. Pese embora não seja um número muito elevado de eleitores, mas nós preferimos mesmo fazer este esforço para não comprometermos a observação do princípio da universalidade", explicou.

No dia 23 de agosto, data agendada para a realização das eleições gerais angolanas, o mau tempo e a avaria de meios aéreos impediram a organização das assembleias de voto em causa, pelo que os delegados de lista foram notificados para a realização da votação nas localidades apenas no sábado, 26 de agosto.

Resultados provisórios são os mesmos

Segundo Júlia Ferreira, a retoma do processo eleitoral nestas localidades não constitui impeditivo para a divulgação dos resultados provisórios, que arrancou na quinta-feira.

Os últimos dados provisórios da CNE - fortemente contestados pelos partidos da oposição, que têm o seu escrutínio paralelo - apontam para a vitória ao MPLA, com 61% dos votos e a eleição de João Lourenço para Presidente da República.

Na tarde deste sábado, o líder do princpial partido da oposição, Isaías Samakuva, disse que a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) não reconhece esses resultados, acrescentando que uma contagem paralela está a ser feita com base nas atas das mesas de voto.

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