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Internacional

"Mãos à obra", diz Presidente eleito do Burkina Faso

Roch Marc Kaboré, eleito Presidente nas eleições de 29 de novembro, diz que é preciso trabalhar em conjunto para reconstruir o país. O seu partido, o MPP, ganhou as legislativas sem maioria absoluta e procura aliados.

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Presidente eleito do Burkina Faso, Roch Marc Kaboré

Roch Marc Kaboré

ganhou as presidenciais de 29 de novembro

e o seu partido, o Movimento do Povo para o Progresso (MPP), também saiu vencedor das eleições legislativas realizadas no mesmo dia. Ainda assim, de acordo com os resultados oficiais divulgados esta quarta-feira, o partido não alcançou a maioria absoluta, assegurando apenas 55 dos 127 assentos no Parlamento.

Atrás do MPP ficou o partido liderado pelo seu principal rival nas presidenciais, Zephirin Diabré, com 33 assentos no Parlamento. O partido do Presidente deposto numa revolta popular, Blaise Compaoré, assegurou 18 lugares.

Agora, o MPP tem de procurar parceiros de coligação para formar Governo. Analistas acreditam que o partido de Kaboré procurará coligar-se com os partidos mais pequenos.

Virar de página

Roch Marc Kaboré, de 58 anos, promete um "novo amanhã" aos mais de 18 milhões de burkinabés. Garante que vai atacar o desemprego jovem, melhorar a educação e modernizar o sistema de saúde.

Ouvir o áudio 02:48

"Mãos à obra", diz Presidente eleito do Burkina Faso

"O nosso objetivo não é apenas a recuperação económica, mas também a satisfação das necessidades básicas da população", disse o Presidente eleito em entrevista à DW, pouco depois da confirmação da sua vitória. "Não é uma tarefa fácil. As expetativas são altas e não podemos perder tempo. Temos de trabalhar para estes objetivos."

Este é um dos principais lemas de Kaboré: o trabalho deve começar rapidamente. E todos têm de estar envolvidos:

"Temos de trabalhar para motivar os burkinabés, para que ponham mãos à obra. Temos também de trabalhar para mudar a mentalidade das pessoas, para que todos saibam que, para que o país seja reconstruído, cada um de nós tem de fazer a sua parte, no seu local de trabalho. Ao mesmo tempo, esta é uma tarefa coletiva. Temos de restituir a justiça no nosso país, bem como a boa governação, e temos de trabalhar para a reconciliação nacional."

"Com lutas não haverá desenvolvimento"

Os receios de que o antecessor de Kaboré, Blaise Compaoré, iria tentar manter-se no poder após 2015 levaram a uma revolta popular no ano passado, depois de o então chefe de Estado ter tentado alterar a Constituição.

Burkina Faso Afrika Ausschreitungen Ebola

Protestos na capital do Burkina Faso, Ouagadougou, em outubro de 2014

A população saiu à rua, em protesto, forçando a queda de Compaoré, no final de outubro de 2014. Seguiu-se um governo militar de transição que foi também forçado a passar o poder para um Executivo de transição civil, que prometeu realizar eleições. Para o novo Presidente eleito, muitas das tarefas que se seguem agora estão enraizadas no passado.

"O Burkina Faso tem uma história tumultuosa entre a independência e os dias de hoje e é preciso fazer a reconciliação, na base da verdade e da justiça. Só quando alcançarmos isto é que poderemos olhar juntos para o futuro", afirmou Kaboré. "Se não conseguirmos a reconciliação e lutarmos entre nós, é óbvio que não haverá desenvolvimento. E por isso repito o meu apelo à Nação: queremos alcançar a reconciliação pelo caminho da paz e da justiça."

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