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NOTÍCIAS

Lixo amontoa-se em Maxixe, sul de Moçambique

Os residentes dizem que pagam todos os meses a taxa de recolha do lixo, mas acabam por ter de enterrar o lixo eles próprios. Os resíduos acumulam-se na periferia da cidade de Maxixe, província de Inhambane.

Há seis meses que a cidade de Maxixe tem problemas de saneamento. O lixo só é recolhido no centro da cidade e, nos arredores, os resíduos acumulam-se.

Sónia Fernando, uma residente no bairro de Chambone, diz que não tem outra hipótese senão enterrar o lixo no quintal. "Estamos a enterrar, não há um carro a passar para levar lixo. Era mesmo (melhor) mandar esse carro passar para levar lixo e termos menos mosquitos na zona e não termos cólera", queixa-se Sónia Fernando.

O cenário agravou-se com as chuvas dos últimos dias. Lixo e areias foram arrastados pelas águas e acumularam-se em ruas e avenidas. Mas água e lixo não combinam - é um risco para a saúde pública, comenta Raquel Domingos.

Mosambik Müll in Maxixe

Na falta de outros depósitos, este atrelado serve de contentor de lixo

"É preciso andar atrás do município. O município sabe que é o dever deles recolher o lixo e nós pagamos taxa. Acabamos por enterrar o lixo nos quintais. O dinheiro que pagamos vai para onde?", questiona-se a residente em Maxixe.

O vereador para a área do Saneamento no conselho municipal de Maxixe reconhece o problema. "A maior parte das vias continuam até aqui intransitáveis, então não conseguimos atingir aquela recolha diária devido à intransitabilidade de algumas vias dentro dos nossos bairros", afirma Rangel Siquice.

Autoridades prometem ruas limpas nos próximos dias

O governante garante que o município está a trabalhar a todo o vapor para tirar o lixo das ruas.

Ouvir o áudio 02:36

Lixo amontoa-se em Maxixe, sul de Moçambique

"A única ameaça que temos é de areia que invadiu a cidade, mas estamos a fazer todo o trabalho, a todo o custo. O camarada presidente Simão Rafael já deu orientações claras que visam em pouco tempo acabar com o lixo ao nível da cidade de Maxixe."

O vereador lembra, no entanto, que é um trabalho difícil, pois na capital económica da província de Inhambane são produzidas 40 toneladas de lixo por dia - cartolinas, plástico e resíduos orgânicos, por exemplo.

Miguel Paulino, residente no bairro Mademo, lamenta que haja "muita sujidade", "muito lixo". Tal como outros residentes, Miguel Paulino espera que autoridades se livrem de todos os resíduos rapidamente, para evitar doenças.

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