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Angola

Listas de candidatos a deputados do MPLA seguem para aprovação no Comité Central

O Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) deverá aprovar sexta-feira (03.02), em reunião extraordinária, a lista de candidatos do partido a deputados nas eleições gerais de agosto.

Angola Wahlen 2012 Regierungspartei MPLA Wahlkampagne (António Cascais/DW)

Campanha do MPLA para as eleições gerais de 2012

Segundo informação do MPLA, estas listas foram apreciadas esta segunda-feira (30.01), em Luanda, em reunião ordinária do bureau político do Comité Central, que analisou ainda "assuntos relativos à vida interna", tendo sido orientada pelo presidente do partido e chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, que anteriormente anunciou que se retira da vida política em 2018.

A lista de candidatos a deputados à Assembleia Nacional "será submetida à decisão do Comité Central", recorda o partido, que entretanto convocou para sexta-feira, 03 de fevereiro, uma reunião extraordinária daquele órgão.

Implementação da Estratégia Eleitoral

"O bureau político do Comité Central considerou de crucial importância a preparação do partido para o grande desafio eleitoral de 2017. Assim, apreciou, igualmente, o projeto de 'Plano de Ação para a Implementação da Estratégia Eleitoral do MPLA'", informou ainda o partido.

A reunião de sexta-feira (03.02) surge depois de em dezembro o mesmo Comité Central ter já aprovado a indicação - após apreciação do bureau político e sob proposta de José Eduardo dos Santos - do vice-presidente do partido e ministro da Defesa, João Lourenço, para cabeça-de-lista do MPLA às próximas eleições gerais, e candidato a Presidente da República, e do ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, como número dois, concorrendo a vice-Presidente.

Angola Feier der MPLA João Lourenço (Getty Images/AFP)

João Lourenço

Segundo a agência de notícias Lusa, alguma imprensa local tem referido a possibilidade de José Eduardo dos Santos figurar na lista do MPLA, contudo a informação do bureau político não adianta nomes destas listas.

José Eduardo dos Santos anunciou em março do ano passado que pretendia abandonar a vida política em 2018, mas não voltou a falar publicamente do assunto nem esclareceu em que moldes seria feita a transição, tendo até sido reeleito em agosto último para um novo mandato na liderança do MPLA.

A Constituição angolana aprovada em 2010 prevê a realização de eleições gerais a cada cinco anos, elegendo 130 deputados pelo círculo nacional e mais cinco deputados pelos círculos eleitorais de cada uma das 18 províncias do país (total de 90).

João Lourenço cabeça-de-lista do MPLA

O cabeça-de-lista pelo círculo nacional do partido ou coligação de partidos mais votado é automaticamente eleito Presidente da República e chefe do Executivo, conforme define a Constituição, moldes em que já decorreram as eleições de 2012.

UNITA Flagge auf einer Kundgebung in Huambo in Angola (DW/N. Sul D'Angola)

Nas eleições gerais de 2012, a UNITA conquistou 18,66% dos votos e 32 deputados

Nesse último ato eleitoral, segundo dados da Comissão Nacional Eleitoral, o MPLA garantiu uma votação total de 71,84%, elegendo nos dois círculos 175 deputados, enquanto a UNITA conquistou 18,66% dos votos e 32 deputados. 

A então estreante coligação CASA-CE chegou aos 6,00% e oito deputados e o PRS aos 1,70% dos votos e três deputados. A histórica FNLA, um dos três movimentos de libertação do período colonial, juntamente com o MPLA e a UNITA, conquistou apenas 1,13% dos votos, elegendo os restantes dois deputados.

 

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