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Moçambique

Lichinga-Cuamba: Uma estrada esquecida pelo Governo?

Apesar das promessas de Maputo, a EN13, que liga as duas principais cidades da província do Niassa, continua por asfaltar. O mau estado da via está a danificar as viaturas que por ali circulam, queixam-se moradores.

Transportadores e passageiros da rota Lichinga-Cuamba estão agastados com a degradação acentuada da estrada. Por causa do estado em que a via se encontra, ir de Lichinga a Cuamba chega a demorar sete horas - uma viagem que antes durava apenas três horas.

O mau estado da via está a danificar as viaturas que por ali circulam, queixa-se Sabite Cazembe, transportador de passageiros. "Os nossos prejuízos são altos. Por exemplo as molas, os amortecedores e a suspensão, estão a sofrer danos porque a estrada está cheia de buracos", conta.

Ouvir o áudio 02:34

Lichinga-Cuamba: Uma estrada esquecida pelo Governo?

Com 300 quilómetros de distância, a EN13, estrada nacional que liga as cidades de Lichinga e Cuamba, é considerada fundamental para o desenvolvimento da província nortenha Niassa. Há vários anos que os residentes pedem obras para asfaltar a via.

Em novembro, o Presidente da República, Filipe Nyusi, garantiu, em Lichinga, que as obras começariam ainda nesse mês, mas a promessa nunca chegou a ser concretizada.

Mais tarde, o governador do Niassa, Arlindo Chilundo, assegurou aos órgãos de comunicação social no balanço anual de 2016 que as obras arrancariam ao longo dos três primeiros meses deste ano.

Críticas a investimento em Catembe

"Toda a estrada está cheia de matope [lama] e covas", lamenta o habitante Bento Santana. O automobilista chama a atenção para o investimento do Governo na construção da ponte de Catembe, que vai unir os dois lados da baía de Maputo - um projecto que deverá rondar os 700 milhões de dólares.

Mosambik, Straße EN 249 von Lichinga nach Cuamba

Moradores queixam-se: "A estrada está mal"

"Nós, como povo do Niassa, temos sentido muito. Aquele valor da ponte de Catembe já dava para fazer diminuir essa nossa pobreza aqui no norte", afirma.

Ciente do estado crítico da estrada, o Governo provincial do Niassa, através da Administração Nacional de Estrada (ANE), tem colocado pedras nos buracos mais críticos para facilitar a transitabilidade das viaturas.

Segundo o porta-voz Geraldo Macalane, o governo provincial tem procurado garantir que "exista um orçamento para reparações pontuais das zonas mais críticas nas estradas."

No entanto, as medidas tomadas pelas autoridades continuam a suscitar críticas entre os utilizadores da estrada. Como o passageiro Gildo João, que deixa um apelo ao Governo: "A estrada está mal, tem buracos e provoca saltos. Gostaríamos que a estrada fosse melhorada para os carros circularem livremente."

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