1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Angola

Juventude do MPLA desafia jovens revolucionários em Angola

A JMPLA, braço juvenil do partido no poder, quer realizar um debate "franco e aberto" com os ativistas do Movimento Revolucionário, promotores de várias organizações anti-Governo.

As manifestações anti-regime promovidas desde março de 2011 pelo auto-denominado Movimento Revolucionário, apesar de serem habitualmente reprimidas pelas autoridades angolanas, continuam a inquietar as estruturas de base do Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA).

Após os últimos protestos na capital do país, nos dias 22 e 23 de novembro, que culminaram no espancamento de ativistas, com destaque para a estudante Laurinda Gouveia, torturada por alegados agentes da Polícia Nacional, a JMPLA -o braço juvenil do partido no poder - veio a público pedir um debate sério com os jovens revolucionários para saber o que leva os ativistas a manifestarem-se contra o Governo do Presidente José Eduardo dos Santos.

Movimento Revolucionário Flagge von MPLA in einem CAP Aktions Komitee

Jovens ativistas do Movimento Revolucionário. Da esquerda para a direita: Adolfo Campos, Nito Alves, Pedrowski Teca

O desafio foi lançado à margem do V Congresso Extraordinário do MPLA, pelo líder da juventude do partido em Luanda. Tomás Bica considera que os ativistas estão a ser manipulados por forças estranhas e afirma que os jovens são “inocentes”.

“Mobilizar jovens para a inversão da ordem política ou constitucional é um erro. Nós, enquanto jovens, fundamentalmente a JMPLA na província de Luanda, lançamos um apelo e um desafio", afirmou o líder juvenil.

"Queremos um debate com estes jovens que efetivamente dizem ser revolucionários, porque queremos perceber qual é o fundamento dessa revolução. Se o fundamento dessa revolução for tirar o MPLA do poder, então é melhor organizarem-se num partido político e elaborarem uma estratégia de governação para a reflexão da população em 2017”, explicou Bica.

Jovens ativistas "abertos ao diálogo"

Movimento Revolucionário Flagge von MPLA in einem CAP Aktions Komitee

Manifestantes participam numa das marchas de protesto organizadas pelo Movimento Revolucionário em Luanda

Por sua vez, o ativista Adolfo Campos, em declarações à DW África, afirmou que o Movimento Revolucionário está aberto ao diálogo.

No entanto, de acordo com o jovem, os revolucionários só poderão debater os fundamentos das manifestações com as figuras de topo do MPLA, ou seja, com os membros do bureau político do mesmo partido, e não com Tomás Bica. Os jovens ativistas, na voz de Adolfo Campos, consideram que o líder da JMPLA em Luanda não tem bagagem suficiente para responder às questões que lhe serão colocadas.

“Nós queremos fazer um debate com as pessoas que têm o poder. Acho que falar com Bica é perda de tempo porque ele não será capaz de responder às minhas perguntas, não será capaz de fazer um debate”, justificou o ativista.

Ouvir o áudio 02:08

Juventude do MPLA desafia jovens revolucionários em Angola

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados