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Internacional

Julgamento sobre o assassinato de Sithole prossegue a 22 de junho

O julgamento dos quatro indiciados pelo assassinato do moçambicano Emmanuel Josias Sithole foi adiado para 22 de junho e transferido para o Tribunal Superior de Joanesburgo.

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Protesto contra a violência xenófoba na África do Sul (20.04.2015)

A deliberação sobre o julgamento dos indiciados no assassinato do moçambicano Emmanuel Sithole teve lugar esta quarta-feira (27.05), no Tribunal de Alexandra tendo decorrido à porta fechada.

A sessão decorreu no gabinete da juíza Syta Prinsloo, encarregue do processo, e só estiveram presentes os advogados de defesa e do Ministério Público, os indiciados e a família do menor acusado pela morte de Sithole.

A família do moçambicano assassinado não foi autorizada a participar na sessão embora tenha permanecido no interior do tribunal.

A prima do malogrado, Thando Sithole, disse aos jornalistas que a família estava descontente por não ter tomado parte na audiência e que teria sido informada que assim determinava a lei.

Südafrika - Gewalt gegen Einwanderer

Imagem do assassinato de Emmanuel Sithole capturada em Alexandra pelo fotógrafo James Oatway da Sunday Times

Jacob Tivane, jornalista moçambicano radicado na África do Sul e que foi impedido de realizar a cobertura do caso nesta quarta-feira, prespetiva um fim preocupante para o caso Sithole. "Não vejo a justiça funcionar neste caso como deveria. Será por se tratar de um estrangeiro e por sinal um moçambicano? Os novos contornos que o caso está a ganhar poderão concorrer para que os três indiciados e o menor que terá esfaqueado Sithole sejam inocentados. Tudo isso porque o sistema judicial sul-africano não condena um menor".

Juíza impede os jornalistas de fazerem a cobertura da audiência

A juiza Syta Prinsloo vetou a cobertura da audiência por parte dos jornalistas, ao alegar a proteção do menor indiciado no assassinato do vendedor de rua de origem moçambicana a 18 de abril último, aquando dos ataques xenófobos ocorridos na Africa do Sul.

Nádia Issufu, estudante moçambicana de direito defende que existe uma falta de credibilidade em relação ao sistema judicial sul-africano. "Há muito tempo que o sistema judicial sul-africano é critricado pela sua ineficácia e existem muitos exemplos disso. O caso do taxista moçambicano que foi morto há dois anos mas que até hoje ninguém foi condenado é um desses exemplos."

Ouvir o áudio 02:17

Julgamento sobre o assassinato de Sithole prossegue a 22 de junho

A morte de Emmanuel Sithole foi documentada pelo fotógrafo do jornal Sunday Times, que em seguida o socorreu, tendo-o transportado no seu carro para o hospital. Sithole não resistiu aos ferrimentos.

Para o Embaixador de Moçambique na África do Sul, Fernando Fazenda, a justiça deve ver a luz do dia. "Julgar um criminoso e condená-lo é uma forma administrativa de educar a pessoa. Como embaixada, como governo e como seres humanos, a nossa expetativa é ver a justiça feita".

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