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Angola

Jornalista da Rádio Despertar condenado a seis meses de prisão com pena suspensa

O Tribunal Municipal de Cacuaco condenou o jornalista angolano Queirós Chilúvia, da Rádio Despertar, por crimes de desacato à autoridade, calúnia e difamação das autoridades públicas e exercício ilegal de imprensa.

Cinco dias apos ter permanecido detido pelas autoridades angolanas, Queirós Anastácio Chilúvia foi esta sexta-feira (07.02) condenado a seis meses de prisão com pena suspensa de dois anos.

O diretor adjunto da Rádio Despertar tinha sido detido por ter reportado um incidente que ocorria numa das esquadras policiais de Luanda.

Entretanto, a pena foi suspensa por um período de dois anos. Ainda assim, o advogado do jornalista, Africano Cangombe, pensa em recorrer da sentença junto do Tribunal Supremo.

“A defesa não ficou satisfeita com a decisão, na medida em que não houve nenhum crime”, adiantou o advogado à DW África. “Os crimes de que foi acusado o jornalista de facto não existiram. E há provas audíveis da peça jornalística que ele enviou para os seus colegas no estúdio e que mostram claramente que não houve o que a polícia alega”, garante Africano Cangombe.

Intimidação de jornalistas aumenta

A secretária-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, Luisa Rogério, também se mostra preocupada com a sentença.

Ouvir o áudio 03:31

Jornalista da Rádio Despertar condenado a seis meses de prisão com pena suspensa

Em entrevista à DW África, a líder sindical dos jornalistas angolanos chama a atenção para o “numero cada vez mais preocupante” de sentenças suspensas contra jornalistas.

“Tal como vêm acontecendo, acabam por ser uma espécie de intimidação”, sublinha.

Luísa Rogério defende ainda que se trata de mais uma forma de intimidação contra a classe jornalística, num pais deficitário em termos de liberdade de imprensa.

"Péssimas condições" na cadeia de Cacuaco

Já em liberdade condicional, após ter permanecido cinco dias na prisão, mais do que lamentar a sua detenção, Queirós Chilúvia fez um apelo aos defensores dos direitos humanos e ao secretário de Estado dos Direitos Humanos do Governo de Angola, Bento Bembe, para efetuarem uma visita à cadeia central de Cacuaco.

“As condições são péssimas”, alerta o diretor adjunto da Rádio Despertar, sublinhando que é urgente a presença dos defensores dos direitos humanos naquele estabelecimento prisional.

Na noite em que Queirós Chilúvia saiu da cadeia, “tiveram de evacuar alguns reclusos porque a cadeia estava superlotada”, denuncia o jornalista.

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