1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Guiné-Bissau

Joaquim Chissano apela à calma sobretudo depois das eleições na Guiné-Bissau

O antigo chefe de Estado moçambicano chegou a Bissau, esta quinta-feira (10.04), para liderar a equipa de observadores da União Africana. Numa visita relâmpago, também o Presidente do Gana e da CEDEAO apelou ao voto.

default

Joaquim Chissano, antigo Presidente de Moçambique

Joaquim Chissano chefia uma missão de 59 observadores eleitorais da União Africana (UA). À chegada à capital guineense, o ex-Presidente de Moçambique mostrou-se “muito confiante que a eleições decorram num ambiente bom porque até agora o ambiente é de calmia”, disse.

Em nome da UA, Chissano apelou “a todo o povo da Guiné-Bissau para manter a calma durante todo o processo eleitoral e para estar preparado para aceitar os resultados das eleições”. “Sabendo que há muitos candidatos, o que nós queremos é eleger um e que esse seja abraçado por todo o povo”, afirmou aos jornalistas.

Exortando à unidade entre os guineenses e à calma, Joaquim Chissano sublinhou que “a calma é muito importante, sobretudo depois do processo eleitoral”.

Ovideo Pequeno und Joaquim Chissano

Ovídio Pequeno, representante da UA em Bissau (esq.) e Joaquim Chissano, líder da missão de observadores da UA nas eleições guineenses

Em fevereiro, o ex-presidente de Moçambique mostrou-se indisponível para liderar uma missão de observação às eleições gerais na Guiné-Bissau, devido a outras missões internacionais e por considerar que o processo estava bem entregue, nas mãos do antigo chefe de Estado timorense José Ramos-Horta (representante das Nações Unidas em Bissau).

Agora, Chissano acredita que as eleições serão um sucesso, que vão permitir a estabilizar, desenvolver e “tirar o país da situação de pobreza em que se encontra e de um certo isolamento”. “Nós na União Africana queremos que todos os membros estejam juntos, que colaborem e que tenham progresso e desenvolvimento dos seus próprios povos”, defendeu Joaquim Chissano.

CEDEAO elogia Governo de transição

O Presidente do Gana e Presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), John Dramani Mahama, esteve também, esta quinta-feira (10.04), em Bissau.

Präsidenten von Ghana und Guinea-Bissau

Presidente do Gana, John Dramani Mahama (esq.), à chegada a Bissau com o Presidente de transição guineense, Serifo Nhamadjo

Numa visita relâmpago de algumas horas, John Dramani Mahama apelou ao voto dos guineenses e dirigiu palavras de apreço às autoridades de transição pelos esforços durante os dois anos de mandato. De lembrar que o Governo de transição foi instalado na sequência do golpe de Estado de 12 de abril de 2012.

A CEDEAO tem 220 observadores eleitorais na Guiné-Bissau, sendo a maior comitiva do género no país, o que reflete o interesse para que não se venham a repetir episódios de instabilidade.

Recorde-se que John Dramani Mahama foi eleito para a presidência da CEDEAO na 44.ª cimeira da organização sub-regional, realizada no final de março, em Yamoussoukro, na Costa do Marfim. No aeroporto da capital guineense, o Presidente teve uma receção calorosa com a presença de cidadãos ganeses radicados em Bissau e sob fortes medidas de segurança.

Greve em campanha

A 24 horas do fim da campanha eleitoral, a função pública do país está em greve de três dias para exigir o pagamento de três meses de salários em atraso. Os funcionários querem que o Governo leve avante o acordo, assinado no final do ano passado, com vista ao cumprimento dos salários dos professores e dos profissionais de saúde.

Bürger aus Ghana in Guinea-Bissau

Receção dos ganeses radicados em Bissau à chegada do Presidente John Dramani Mahama

“O Governo terá que honrar os seus compromissos”, reivindica Lauriano Pereia, um porta-voz sindical. O executivo “não pode ter os funcionários a trabalhar e sem receber. E estão, mais uma vez, a ostentar carros de luxo, a fazer campanhas de luxo e não têm dinheiro para pagar aos funcionários. Os funcionários estão a morrer de fome e os governantes estão a "roncar" as viaturas nas praças públicas, o que não vai de encontro à ética e deontologia profissional”, critica.

Os professores das escolas públicas estão em greve até dia 7 de maio. Acusam o Banco Mundial de não cumprir um acordo assinado com o Governo para efetuar o pagamento dos salários entre janeiro a junho deste ano. O Banco Mundial responde, por seu lado, que muitos dos professores e funcionários do sector da saúde não têm conta bancária para se poder efetuar o pagamento.

Ouvir o áudio 03:18

Joaquim Chissano apela à calma sobretudo depois das eleições na Guiné-Bissau

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados