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NOTÍCIAS

João Lourenço promete baixar os custos das obras públicas em Angola

O cabeça-de-lista do MPLA às eleições gerais angolanas participou, este sábado (04.03), no primeiro ato de massas da pré-campanha, no município do Cazenga, em Luanda.

"O executivo do MPLA que sair das eleições de agosto vai tomar medidas no sentido de baixar os preços das infraestruturas, de baixar o preço das empreitadas", disse o número um da lista do partido no poder, João Lourenço, garantindo que será exigida qualidade aos empreiteiros.

O atual ministro da Defesa afirmou que é necessário "incentivar a cultura da manutenção dos bens públicos", acabando com a "cultura do descartável". 

"O "boom" do petróleo, a abundância e os bons preços do petróleo, durante muitos anos, criaram-nos maus hábitos e temos de ser honestos a reconhecer que assim foi. Nós esquecemo-nos, de uma forma geral, da manutenção dos bens públicos. Mais facilmente gastamos milhões a construir infraestruturas caríssimas, do que gastamos algumas dezenas ou centenas de dólares a fazer a manutenção desses equipamentos", afirmou João Lourenço, este sábado (04.03), num discurso perante milhares de pessoas no município do Cazenga, em Luanda.

O cabeça-de-lista do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) afirmou que é necessário apostar na "educação" do povo, promovendo o "resgate dos valores morais e éticos", perdidos durante os 27 anos de conflito armado que o país viveu, entre 1975 e 2002.

Angola | Präsentation MPLA Präsidentschaftskandidat

A pensar nas eleições de agosto, João Lourenço está em pré-campanha desde 11 de fevereiro

Combate ao tráfico de droga

João Lourenço manifestou-se preocupado com o tráfico de droga. "Aos traficantes vamos mover uma guerra sem trégua. Não chegaremos ao extremo do presente das Filipinas. Mas na base da lei, daquilo que a lei nos permitir, eles vão sentir a mão dura da lei e da ordem porque eles são uma raça que deve ser extinta da face da Terra".

No entanto, o candidato presidencial prometeu proteger as vítimas da droga. "Vamos ajudar os drogados a se recuperarem. Esses, ao invés de serem combatidos, devem ser protegidos porque acabam por ser vítimas das redes de traficantes", afirmou João Lourenço.

No poder em Angola desde 1975, o MPLA foi o único partido, até ao momento, a aprovar e anunciar as listas de candidatos às eleições gerais, previstas para agosto, e arrancou em fevereiro com a pré-campanha eleitoral. 

O Presidente angolano e líder do partido desde 1979, José Eduardo dos Santos, está fora da lista do MPLA.

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