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Guiné-Bissau

Interpol fortalece cooperação com Bissau para combater crime organizado

A Interpol e as Nações Unidas pretendem reforçar a segurança nas fronteiras da Guiné-Bissau para combater o crime organizado na região e pedem para isso mais colaboração às novas autoridades do país.

Said Djinnit, representante especial do gabinete para a África Ocidental da Organização das Nações Unidas, e Ronald Kenneth Noble, secretário-geral da Interpol, realizaram nesta segunda-feira uma visita relâmpago a Bissau para expressar o apoio da Interpol às autoridades nacionais no retorno à ordem constitucional.

Em conferência de imprensa conjunta, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Bissau, ambos anunciaram o reforço da segurança nas fronteiras da Guiné-Bissau, o fornecimento de equipamentos e formação às autoridades judiciais no combate ao crime organizado, particularmente no que toca ao tráfico de droga.

Guinea Bissau Militär

Autoridades internacionais pretendem trabalhar com as instâncias locais

Metas traçadas

Controlar a entrada e saída das pessoas envolvidas no crime organizado é para já o objetivo das autoridades internacionais, revela Said Djinnit.

“A Interpol, o que quer neste momento, é dar todo apoio ao nível de equipamento e material aos aeroportos, portos e fronteiras da Guiné-Bissau para que se possa detetar pessoas que entram no país com a intenção de praticar crimes, pessoas que já estão a ser supervisionadas ou são suspeitas”, explica.

Os desafios das novas autoridades eleitas passam pelo combate à entrada de grandes traficantes de drogas, à pobreza endémica e à economia paralela.

Os traficantes latino-americanos fizeram da Guiné-Bissau uma placa giratória do comércio transaltântico com destino à Europa, muitas vezes com a cumplicidade do exército, segundo dados das Nações Unidas.

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Interpol fortalece cooperação com Bissau para combater crime organizado

Neste momento, a ameaça principal é o aumento do consumo de droga, tanto em Bissau como no interior do país. É neste âmbito que o apoio internacional ao novo governo no combate ao crime organizado é visto com carácter de urgência, diz Ronald Kenneth, secretário-geral da Interpol.

“Estamos à espera da boa vontade das novas autoridades democráticas, para que reforcem as petições do Estado e aprovem as leis, para que possamos trabalhar de mãos dadas com a comunidade internacional para combater o crime organizado, tanto na Guiné-Bissau como nos países da região”, adianta.

Fazendo alusão à situação na costa ocidental africana, Ronald Kenneth Noble fala na deterioração da situação devido à falta de apoios dos países da sub-região africana.

“Os países não podem combater este mal sozinhos, precisam de apoio. E é nesse sentido que nós estamos aqui, para fornecer os recursos necessários para que possam combater esse flagelo”, comenta.

Drogenhandel Guinea Bissau

Combate ao tráfico de droga é a grande prioridade da Interpol na Guiné-Bissau

ONU prolonga missão na Guiné-Bissau

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) renovou na sexta-feira (30.05) o mandato do Gabinete Integrado para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) por mais seis meses. O novo mandato começa a 01 de junho e termina a 30 de novembro deste ano, segundo define a resolução aprovada depois de duas rondas de negociação, a 23 e 27 de maio.

Inicialmente, previa-se um período de três meses, mas alguns membros pediram renovação por um ano, com um balanço no primeiro trimestre de 2015, conforme recomendava o secretário-geral no seu ultimo relatório. A solução encontrada acaba por ser um compromisso entre as duas posições, estabelecendo um período de seis meses com uma avaliação no final de outubro.

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