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Moçambique

Insegurança no centro de Moçambique ameaça exames de milhares de alunos

Cerca de 20 mil alunos das províncias do centro de Moçambique estão em risco de falhar os exames finais devido à insegurança militar na região, alertou o ministro moçambicano da Educação e Desenvolvimento Humanos.

Karte Mosambik Chemba Portugiesisch (DW)

Centro de Moçambique

De acordo com Jorge Ferrão, ministro da Educação e Desenvolvimento Humanos as direções de educação nas províncias que têm sido palco de confrontações entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), principal partido da oposição, vão transferir os alunos para pontos mais seguros com vista à realização dos exames, cujo início está previsto para 14 de novembro.

"Nenhum diretor provincial está autorizado a ter férias antes de assegurar que os meninos todos façam os exames", declarou Jorge Ferrão, citado esta segunda-feira (07.11.) pelo diário moçambicano Notícias. 

Centro do país palco de confrontos armados

A região centro de Moçambique tem sido palco de confrontos entre o braço armado da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança, além de denúncias mútuas de raptos e assassínios de dirigentes políticos da RENAMO e da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), no poder, que se agravaram nos últimos dias.

As autoridades moçambicanas acusam a RENAMO de uma série de emboscadas nas estradas e ataques em localidades do centro e norte de Moçambique, atingindo postos policiais e também assaltos a instalações civis, como centros de saúde ou alvos económico.

Auto-Konvoi Mosambik (DW/B. Jequete)

Escolta militar na EN7 (liga Tete a Manica)

A RENAMO, por sua vez, acusa as Forças de Defesa e Segurança de investidas militares contra posições do partido.

O maior partido da oposição exige governar em seis províncias onde reivindica vitória eleitoral nas eleições gerais de 2014, acusando a FRELIMO de ter cometido fraude no escrutínio.

Mas apesar dos casos de violência, as partes voltaram ao diálogo em Maputo na presença de mediadores internacionais.

Nyusi desafia órgãos de justiça a responsabilizarem quem atenta contra soberania

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, desafiou na semana passada os órgãos de justiça a envolverem-se na reposição da paz em Moçambique, considerando que a responsabilização das pessoas que "atentam contra a soberania" deve ser uma prioridade.

"Os atos que atentam contra a paz e a soberania do nosso Estado devem merecer a se na reposição da paz em Moçambique, considerando que a responsabilização das pessoas que "atentam contra a soberania" deve ser uma prioridade.

Mosambik Krise Flüchtlinge (picture-alliance/dpa)

Deslocados em Maringué (centro de Moçambique)

"Os atos que atentam contra a paz e a soberania do nosso Estado devem merecer a devida resposta nos termos da lei em vigor", disse o chefe de Estado moçambicano, durante um encontro com os órgãos de justiça em Maputo, por ocasião do Dia da Legalidade, que se assinalou no sábado (05.11.).

Atuação mais forte por parte dos orgãos de justiça

Para Filipe Nyusi, o contexto moçambicano, marcado por uma crise política e militar que opõe o Governo e Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), principal partido de oposição, exige uma atuação mais forte por parte dos órgãos de justiça, que só pode ser atingida com a consolidação de um sistema judiciário transparente e de fácil acesso.

Mosambik Filipe Nyusi (DW/B. Jequete)

Presidente de Moçambique Filipe Nyusi

"A máquina judiciária não deve estar indiferente perante as mortes de cidadãos que cada dia são anunciadas", declarou o chefe de Estado moçambicana, acrescentando que o papel dos órgãos de justiça deve também valorizar a prevenção primária.

O Presidente moçambicano manifestou ainda a ambição de colocar os órgãos de justiça cada vez mais próximos das populações, destacando, no entanto, a necessidade de uma gestão racional dos recursos disponíveis.

"Estamos cientes que os desafios ainda são longos", afirmou Nyusi, para quem que momentos difíceis como o que Moçambique atravessa exigem uma posição mais pujante dos órgãos de justiça.

Além da paz e tranquilidade, Filipe Nyusi apontou o reforço ao combate à corrupção como uma prioridade e destacou que "é imperativo melhorar os aspetos ligados aos direitos humanos".

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