Inhambane: Polícia municipal de Maxixe investigada por corrupção | Moçambique | DW | 14.06.2018
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Moçambique

Inhambane: Polícia municipal de Maxixe investigada por corrupção

Polícia municipal de Maxixe, Inhambane, está a ser investigada devido ao aumento de denúncias de casos de corrupção, onde já foi detida a chefe das operações.

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Agentes da polícia municipal em Maxixe

A cada dia que passa são denunciados vários casos de corrupção na via pública ao nível da província de Inhambane praticados por agentes junto de automobilistas.

Sinai Londzo, porta-voz do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção em Inhambane disse à imprensa que o organismo para o qual trabalha surpreendeu a chefe das operações da polícia municipal em Maxixe, Florinda Sónia Havene, a receber 50 meticais (equivalente a 0,35 euros) de um automobilista que tinha cometido uma infração. Sónia Havene foi detida e levada para a cadeia de máxima segurança na cidade de Inhambane, acusada de ter violado a lei.

"O automobilista tirou 50 meticais e entregou à senhora que estava a interpelá-lo por ter cometido uma infração ao código da estrada. O crime de corrupção não é um crime de resultado, é um crime de perigo e não importa o valor, o que interessa é o acto em si", explicou Londzo.

Sanções e penalizações

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Inhambane: Muitos casos de corrupção: polícia municipal de Maxixe em foco dos investigadores

A DW África tentou, sem sucesso, ouvir o advogado da ré Florinda Sónia Havene, mas Isaías Quipisso, advogado do Instituto de Patrocínio e Assistência Jurídica em Inhambane, afirmou que a detenção da chefe das operações na polícia municipal em Maxixe faz parte de uma estrutura de normas jurídicas que poderá ser sancionada e penalizada.

"É presa a pessoa, levada para a cadeia até à instrução preparatória do processo e, depois, é remetida ao tribunal para o julgamento. O processo pode ser sumário ou querela quando for anunciado pelo Ministério Público e pode chegar a perder o emprego", explica.

Alguns casos de corrupção estão no tribunal judicial da Maxixe à espera julgamento, como, por exemplo, o processo do ex-vereador da urbanização Jacinto Chauque e de dois chefes da Unidade Gestora Executora e Aquisições, nomeadamente Messias Domingos e Rodolfo Tambajane, por suspeita de corrupção nas empreitadas.

Dez agentes investigados

Os serviços de investigação criminal no comando distrital de Maxixe também estão a investigar mais de 10 agentes da polícia municipal por envolvimento em actos de corrupção.

Sobre a demora do julgamento destes casos, Sinai Londzo sublinha que não pode haver dúvidas sobre as provas, porque o crime foi consumado em flagrante delito.

"Quando há flagrante delito não se fala de prova, porque na altura está a cometer o crime. Pensa-se em provas quando não temos elementos diante de nós, mas, neste caso concreto, foi constatada a prática do crime. O Tribunal tem muito pouco a fazer no sentido da recolha de provas".


 

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