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Angola

Huambo: A um dia para o encerramento do registo eleitoral, oposição aponta falhas

Apesar de Angola já ter divulgado que atingiu a meta de nove milhões de eleitores registados, no Huambo ainda falta registar 116 mil cidadãos. Partidos de oposição alegam falhas no processo.

Termina esta sexta-feira (31.03), em Angola, a segunda fase do registo eleitoral para as eleições gerais, programadas para agosto. O país já ultrapassou a meta dos nove milhões de eleitores registados, segundo divulgou esta semana o Ministério da Administração do Território. Entretanto, na província do Huambo, no sul angolano, um elevado número de cidadãos ainda não se registou, e a oposição aponta falhas no processo.

A diretora provincial de registo eleitora do Huambo, Luísa Negueve, diz-se aflita e bastante preocupada com o fim do prazo. E não é para menos: os dados da província indicam que, até meio desta semana, 116 mil potenciais eleitores cadastrados não tinham atualizado o registo eleitoral.

"Estamos ainda aflitos, porque falta muito para chegarmos a este número. Vamos acreditar que tenham falecido, mas não podem ter sido cento e tal neste período", afirma a responsável, que não quer acreditar que estes cidadãos tenham falecido todos em quatro anos.

De acordo com a diretora, há cidadãos que não estão a aderir ao registo devido a fatores religiosos.

Angola Registrierung Wahlen

Cidadãos à espera para o registo eleitoral no Huambo. Oposição afirma que o atendimento não chega a algumas zonas

Para esta fase final, a direção provincial tem um plano de trabalho que envolve os meios de comunicação social da província e o alargamento dos horários de funcionamento para o registo, para que ninguém fique de fora do processo.

Falhas no processo de registo eleitoral

Os partidos políticos da oposição apontam algumas falhas no registo eleitoral. A coligação eleitoral CASA-CE, na voz do seu secretário no Huambo, Chilunga Daniel, faz, em geral, uma análise positiva do registo, mas também refere aspetos negativos.

"Houve uma adesão substancial das pessoas em acessar aos locais de registo, mas também observamos um défice nas áreas rurais, lá onde os instrumentos do registo eleitoral não tiveram a oportunidade de chegar, nas áreas mais recônditas", pontua.

Para o secretário provincial do Partido de Renovação Social (PRS), no Huambo, António Soliya Selende, o número de pessoas que ainda não realizaram as atualizações é superior ao apresentado pela direção dos registos.

Ouvir o áudio 03:39

Huambo: A um dia para o encerramento do registo eleitoral, oposição aponta falhas

"Apesar de eles quererem mostrar que já passaram a meta, para o PRS, ainda não é satisfatório", afirma. Segundo Selende, "há zonas onde os brigadistas ainda não passaram, foram simplesmente chegando aos arredores".

Para o registo chegar a toda a gente, a Frente Nacional de Libertação Nacional (FNLA) afirma que, da próxima vez, é preciso acautelar os subsídios aos fiscais eleitorais dos partidos políticos. Foi o que disse à DW África Sérgio Kalei Afonso, representante da FNLA nesta província.

"Nós sabemos que nem todas as zonas foram monitorizadas pelos fiscais, uma vez que, os partidos políticos não têm condições de subsidiar todos os fiscais a nível da província. Então, foi uma falha do Governo em não acautelar estas situações, porque se quer realizar um ato eleitoral com transparência, tinha que haver a mão do Governo no que diz respeito aos fiscais", considera.

A DW tentou ouvir os responsáveis do MPLA e da UNITA na província do Huambo, mas estes se mostraram indisponíveis.

A primeira fase do registo decorreu de 25 agosto a dezembro do ano passado. A segunda fase começou a 5 de janeiro.

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