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Moçambique

Há vozes a favor da repetição das eleições gerais em Moçambique

Concorda com a repetição das eleições em Moçambique? No início da semana colocamos esta pergunta na nossa página do Facebook e trazemos algumas opiniões dos internautas. Analistas também foram ouvidos pela DW África.

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Eleitora em plena votação em Maputo

Os resultados do escrutínio de 15 de outubro foram anunciados nesta quinta-feira (30.10) e dão vitória a FRELIMO e ao seu candidato, Filipe Jacinto Nyusi, o novo Presidente de Moçambique. Entretanto, subjacente a esta vitória estiveram muitas irregularidades.

Ouvir o áudio 03:39

Novas eleições em Moçambique, defende Ronguane

A DW África entrevistou Silvério Ronguane, politólogo moçambicano, que defende a realização de novas eleições, embora admita que logística e financeiramente tal representaria um peso enorme para o país.

Na nossa página do Facebook tivemos muitas e muitas respostas, a maioria delas defendendo a repetição. Eis um resumo das inúmeras reações dos internautas:

Paulo Marrime defende a repetição destas eleições "porque caso contrário corremos o risco de termos um Presidente da República que não vai de acordo com a escolha do povo. Em nome do povo Moçambicano, não ao resultado fabricado destas eleições".

Também o internauta Arnold Piaget diz que "seria melhor repetir as eleições ou dar a cadeira a Afonso Dhlakama (RENAMO) porque a fraude foi cometida pela FRELIMO e foi bem visível."

A entrevista com o analista político Silvério Ronguane foi "retwittada" pelo Macuablog:

Embora muitos defendam uma repetição do pleito eleitoral, questionam, por exemplo, a atuação das missões de observação eleitoral. Rafael Carlos escreveu: "Admitindo uma repetição das eleições, a quem convidariam para observadores? Os mesmos que não deram credibilidade quando anunciaram o seu juizo sobre as de 15/10?"

Valdemir Sávio socorre-se da sabedoria popular para concordar com a repetição das eleições: "Ditado simples, porém eficaz "quem não deve, não teme". Pelas irregularidades expostas nas eleições não restam dúvidas, deveríamos ir às urnas novamente."

Wahlen Mosambik 15.10.2014 Wähler

A tinta indelével prova que o eleitor já exerceu o seu direito de voto

Embora poucos, há também quem considere desnecessária uma repetição das eleições gerais.

Ezaquiel Nhanzicue diz que "é preciso ter força de vontade e investimento para se alcançar a vitória. Quem não se prepara os resultados são sempre drásticos."

O internauta Fernando Fernando considera que "as eleições foram muito justas transparentes e livres. Dado que os delegados de todos partidos estavam lá, os escrutinadores também vinham dos partidos... por não há motivos para se desconfiar."

Afonso Munambo acha que a oposição é também culpada: "Os partidos da oposição não se preparam, agoram querem reclamar. Isto é poder, repetição eu acho que é brincar com o dinhero do Estado. Vale a pena os partidos que perderam terem confiança no que forem preparando. Para as próximos 5 anos falta pouco tempo e têm de se preparar bem para que as irregularidades não voltem a acontecer. A vitória comquista-se para fazer o bem para o povo. No campo o árbitro quando assinala o fim do jogo é porque o jogo terminou mesmo. Havendo irregulardades, então fica para o próximo jogo meus compatriotas."

Ouvir o áudio 04:03

CNE nunca falou em repetição

Mas os órgãos eleitorais também foram alvo de críticas. Marino Sledge Sledge, por exemplo, diz que "é mais caro ter um Presidente que ganhou por via fraudulenta e fica mais barato apesar dos custos repetir as eleições. Temos que mudar toda direção da CNE e STAE, para podermos ter eleiçõs livres, justas e transparentes."

Victor Mujovo escreveu: "Por mim aboliriam este negócio de eleições, e manteriam a Frelimo para a eternidade, do tipo Governo celestial, porque não faz sentido o que faz. Jamais aceitará sair do poder pacificamente."

A entrevista com o analista político Silvério Ronguane foi "retwittada" pelo Macuablog:

Também há quem prefira opções drásticas, como Sikela Chambe, por exemplo: "O fim do poder absoluto começa quando os oprimidos se opõem aos seus opressores, mas quando os opressores se mantém indiferentes face à revolução dos oprimidos, só a guerra nos trará a paz e a verdadeira justiça social, porque até agora Moçambique não é um país democrático, mas sim, é uma empresa que está a ser gerida para satisfação da elite no poder! *Guebuziana* implementando o*Guebuzismo* como modelo de gestão económica de uma nação que está ser escravizada, torturada, feita refém no seu próprio país, onde os seus direitos sociais foram hipotecados nos fóruns económicos, a favor da elite Guebuziana.



Mosambik Wahlkommission in Maputo Abdul Carimo

Sheik Abdul Carimo, presidente da CNE, Comissão Nacional de Eleições

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