Guiné-Equatorial: Resultados oficiais dão vitória ao partido de Teodoro Obiang | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 18.11.2017
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Internacional

Guiné-Equatorial: Resultados oficiais dão vitória ao partido de Teodoro Obiang

O Partido Democrático da Guiné Equatorial e os partidos aliados ganharam a totalidade dos 75 assentos do Senado nas eleições do passado dia 12 de novembro. Oposição contestou credibilidade do ato eleitoral.

Como já se fazia prever, o Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), no poder há 40 anos, voltou a vencer as eleições legislativas de 12 de novembro, para o Senado e municipais.

Os resultados oficiais publicados esta sexta-feira à noite (18.11) dão conta que o PDGE e os 14 partidos aliados obtiveram a totalidade dos 75 assentos do Senado e foram eleitos para todas as presidências de municípios do país. Segundo o presidente da comissão eleitoral nacional, Clemente Engonga Nguema Onguene, a força partidária liderada por Obiang ganhou também 99 dos 100 assentos da Câmara dos Deputados, onde um único deputado da oposição, membro do partido Cidadãos para a Inovação (CI) foi eleito na circunscrição da capital, Malabo. 

O CI, que participava pela primeira vez numas eleições e que esperava fazer uma entrada expressiva no parlamento, elegeu um único conselheiro municipal, também em Malabo.

Concorreram à Câmara de Deputados (câmara baixa), Senado (câmara alta) e às autarquias do país uma coligação alargada liderada pelo PDGE, a coligação Juntos Podemos (que junta a Convergência para a Democracia Social e a União do Centro Democrático) e o CI. 

Cerca de 300.000 eleitores da Guiné Equatorial - onde existem 1,2 milhões de habitantes -, participaram no ato eleitoral de 12 de novembro na Guiné Equatorial. Apesar do multipartidarismo ter sido introduzido no país em 1991, este é dirigido, desde 1979, pelo Presidente Teodoro Obiang Nguema, de 74 anos, que é um dos chefes de Estado há mais tempo no poder.

Oposição recusa resultados

Responsáveis de partidos da oposição denunciaram múltiplas fraudes e irregularidades no dia da votação, alegando que o acesso à internet foi cortado e se manteve restringido até à divulgação dos resultados. 

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