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Internacional

Guiné Equatorial é o mais novo membro da OPEP

País passa a ser o sexto Estado africano na organização de exportadores de petróleo. Analista acredita que entrada na OPEP traz mais reconhecimento e proteção internacional.

A Guiné Equatorial tornou-se esta quinta-feira (25.05) o 14º país a entrar para a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), concluindo assim com sucesso o processo de adesão que tinha iniciado há oito anos.

Numa breve cerimónia no início da reunião do cartel petrolífero, hoje em Viena, o ministro da Energia da Arábia Saudita, Jalid al Falih, deu as boas-vindas ao novo membro, entregando a bandeira da organização ao seu homólogo equato-guineense, Gabriel Obiang Lima, que expressou o agradecimento pela aceitação do seu país na OPEP.

A Guiné Equatorial passa assim a ser o sexto país africano na organização, juntando-se a Angola, Argélia, Gabão, Líbia e Nigéria, e é o segundo país lusófono a estar presente neste cartel petrolífero que representa a maioria da produção petrolífera mundial.

Maior reconhecimento e proteção

O analista José Lagarto, gestor de ativos da Orey Trade, considerou, em entrevista à agência de notícias Lusa, que a adesão da Guiné Equatorial à OPEP deverá trazer mais reconhecimento internacional e proteção.

"A Guiné Equatorial tem feito pressão desde 2009 de forma a juntar-se à OPEP; um maior reconhecimento internacional, e uma maior proteção dada pelo manto do cartel poderão estar na origem desse interesse", disse o gestor de ativos.

Gabun Ölplattform vor der Küste von Port-Gentil

Plataforma de exploração no Gabão: país passa a ser o segundo menor produtor da OPEP com a entrada da Guiné Equatorial

"A Guiné Equatorial faz parte do conjunto de países não-membros da OPEP que em dezembro acordou numa redução da sua produção, contribuindo para o esforço de estabilidade de preços do crude no mercado internacional", afirmou o gestor, citando o acordo de redução da produção de petróleo que vai até junho deste ano, mas que os ministros deverão hoje prolongar até março do próximo ano.

Lagarto acrescenta que "enquanto a percentagem de cumprimento dos países não-membros foi de 54%, a da Guiné Equatorial foi de 125%, com uma redução de 15 mil barris dia, face ao acordado de 12 mil".

Questionado sobre as vantagens que os países lusófonos produtores de petróleo poderão ter por estarem no cartel, José Lagarto respondeu: "Os países lusófonos produtores de petróleo terão as mesmas vantagens e/ou desvantagens de qualquer país cuja economia assente principalmente na exploração de crude".

País rico, população pobre

Com 1,2 milhões de habitantes e um dos maiores PIB per capita de África, apesar da maioria da população viver na pobreza, a Guiné Equatorial é o segundo membro que produz menos petróleo, a seguir ao Gabão.

Em abril, a Guiné Equatorial produziu cerca de 300 mil barris de petróleo por dia, muito abaixo dos cerca de 1,8 milhões de Angola, o maior produto africano, a par da Nigéria. 

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