1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Internacional

Guerreiros do Zimbabué prontos para deixar marca no CAN

A seleção de futebol do Zimbabué está confiante no talento da equipa e não teme os gigantes que tem pela frente no maior campeonato africano de futebol. O CAN 2017 arranca a 14 de janeiro, no Gabão.

Confiança e trabalho de grupo é o que os jogadores nacionais do Zimbábue que treinam na capital, Harare, esperam quando entrarem em campo no Campeonato Africano das Nações, no domingo, dia 15. Está muita coisa em jogo: os Guerreiros do Zimbabué integram o difícil Grupo B do CAN 2017, que contempla as poderosas selecções da Argélia, da Tunísia e do Senegal.

As três equipas estão entre as 40 melhores da lista mundial da FIFA, enquanto o Zimbabué está na posição 102 de 205 equipas nacionais de futebol. "Sabemos o que é preciso para lá estar, e conhecemos os nossos adversários e a importância deste campeonato. Sabemos o que queremos alcançar e o que está em jogo”, disse à DW o capitão dos Guerreiros, Willard Katsande, num dos treinos da seleção. A equipa, garante, está preparada para enfrentar os melhores de África, tendo em conta as desvantagens. "Estamos concentrados como equipa e como país. Acho que estamos prontos para deixar uma marca”, frisou Katsande.

Simbabwes Fußballmannschaft Trainer Callisto Pasuwa (DW/P. Musvanhiri )

Callisto Pasuwa, selecionador do Zimbabué

"Não vamos lá para fazer número”

Apesar da falta de tempo para a preparação adequada e de jogos amigáveis, o treinador dos Guerreiros do Zimbábue, Callisto Psuawa, está também confiante: a equipa não vai fazer má figura no CAN, porque tem "talento para defrontar as melhores equipas de África”. 

"Não importa se estamos a enfrentar gigantes. Estamos a dizer aos jogadores para não se inferiorizarem, tenham confiança que são capazes. Não vamos lá para fazer número”, sublinha.

O defesa zimbabueano  (agora na República Checa) Costa Nhamoinesu também considera que os jogadores não se devem deixar abater. "Não nos qualificámos por sorte. Trabalhámos para isso”, afirma. "Vamos trabalhar para obter resultados positivos e, se possível, para fazer todo o caminho. Vamo-nos concentrar na nossa parte defensiva como equipa, como um todo. Isso vai ser decisivo”.

Ausência de políticas de desenvolvimento

Ouvir o áudio 03:12

Guerreiros do Zimbabué prontos para deixar marca no CAN

O analista de futebol Bekimpilo Nyoni considera que a falta de políticas de desenvolvimento de novos talentos afectou a qualificação do Zimbabué para torneios internacionais. Para Nyoni, falta "começar por trabalhar com jogadores abaixo dos 17 e vê-los a progredir até à selecção nacional”.

"Não temos visto muito isso. Isto é o que nos afectou realmente. É como um acidente, não estamos preparados para tal. Os administradores têm de melhorar neste aspecto”, conclui.

A equipa do Zimbabué nunca esteve numa final de um campeonato mundial. No CAN, marcou presença apenas duas vezes - em 2004 e 2006 – desde que o campeonato começou, em 1957.

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados