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Internacional

Gripe das aves ameaça indústria na África do Sul

Em maio deste ano, confirmou-se o primeiro caso de gripe das aves na África do Sul. Autoridades de Saúde preocupam-se com as consequências para a economia do país.

No final de maio deste ano, foi confirmado o primeiro caso de gripe das aves numa fazenda no norte da África do Sul, depois do surto, causado pelo vírus H5N8, ter atingido, no início do mesmo mês, o Zimbabué.

Atualmente estão já confirmados casos de gripe das aves em quatro fazendas localizadas no norte da África do Sul. Os especialistas já alertaram que o aparecimento do vírus H5N8 pode representar uma séria ameaça para a indústria avícola. Mpho Maja, diretora da entidade responsável pela Saúde Animal na África do Sul, afirma mesmo que "se o foco atual não for controlado, [o vírus] tem potencial para destruir a indústria".

Ouvir o áudio 03:11

Gripe das aves ameaça indústria na África do Sul

A gripe das aves atingiu no passado os continentes asiático e europeu, tendo agora chegado à África do Sul. Veterinários e produtores de aves estão em alerta máximo. Quando encontram um animal infetado numa quinta ou aviário, toda a população de frangos é sacrificada imediatamente. No entanto, controlar a propagação do vírus está longe de ser fácil.

"O vírus é transmitido por pássaros selvagens. Os pássaros não estão restritos ao país para que migram, eles voam por toda parte. Então, basicamente foi assim que o vírus entrou no país," explica Mpho Maja.

Difícil prevenção

Os animais criados em liberdade, como acontece em pequenas explorações ou quintas, são mais vulneráveis​,pois têm contato com aves selvagens infetadas.

A vacinação de animais contra a gripe das aves não é uma opção, pois pode levar ao aparecimento de um vírus resistente em aves domésticas e selvagens. A diretora Nacional da Saúde Animal da África do Sul alerta para os cuidados básicos a ter.

Südafrika - Zulu Kinder mit Hühner (picture-alliance/Arco Images GmbH/K. Hinze)

Criação de aves numa vila na África do Sul

"A regra básica é prevenir o contacto entre aves selvagens e populações de aves de capoeira. Por isso, quem faz criação de galinhas deve melhorar as suas medidas de biossegurança. Deve alimentar as galinhas debaixo de telhado ou numa casa onde as aves selvagens não sejam atraídas pela comida ou pela água," relata Mpho Maja.

Quando um animal doente tem contacto com um lago aberto, por exemplo, a água fica infetada e precisa de ser tratada. O mesmo se aplica aos alimentos que devem ser mantidos em recipientes fechados. Uma tarefa difícil num país do tamanho da África do Sul. No entanto, nem tudo são más notícias.

"Felizmente, tanto a Organização Mundial da Saúde, como a Organização Mundial da Saúde Animal já confirmaram que o vírus com o qual estamos a lidar atualmente não afeta as pessoas," garante.

Reações do mercado

Mais de meio milhão de aves já foram abatidas na África do Sul desde o início deste surto, em finais de maio, tendo os agricultores sido compensados ​​pelo Governo. Para já, parece que o surto está sob controlo e o comércio tem estado a aumentar, depois de, no início da crise, os vizinhos Botswana, Zimbabué, Moçambique e Namíbia terem deixado de importar frangos da África do Sul.

Recentemente, Moçambique, por exemplo, levantou a proibição de importação de ovos férteis da África do Sul. No entanto, mantém a interdição da importação de aves domésticas e selvagens.

Ainda assim, o vírus continua por perto e com potencial para causar graves danos económicos no país.

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