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Internacional

Grande tensão nas vésperas da eleição presidencial na Guiné Conakry

A 11 de outubro, cerca de 6 milhões de eleitores da Guiné Conakry vão às urnas eleger um novo Presidente. O ambiente de tensão já se faz sentir há algumas semanas. Muitos temem a repetição do cenário de 2010.

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Campanha eleitoral em Conacry (02.10.2015)

São 8 os candidatos que disputam as eleições presidenciais de domingo na Guiné Conakry, incluindo o atual Presidente, Alpha Condé, e os seus dois principais rivais – o líder da oposição Cellou Dalein Diallo, da União das Forças Democráticas da Guiné e Sydia Toure, da União das Forças Republicanas, um antigo primeiro-ministro.

No entanto, a apenas 3 dias para as presidenciais, a oposição ainda não tem uma posição clara. Os 7 candidatos que enfrentam Alpha Condé na corrida eleitoral chegaram a ameaçar boicotar a eleição. E uma semana antes do escrutínio, acabaram por exigir um adiamento, alegando a existência de falhas no registo eleitoral.

Manifestações, violência e detenções

Vincent Foucher, especialista na Guiné-Conakry no International Crisis Group (ICG), está a favor desta reivindicação. “Estas eleições estão há meses a causar controvérsia, manifestações, violência e detenções. Por isso, a ideia de adiar o acto eleitoral por alguns dias parece razoável”, diz Foucher.

Alpha Condé Präsident Guinea

Alpha Condé, Presidente cessante da Guiné Conacry

Agora, a oposição diz estar pronta para participar nas presidenciais, mesmo se as eleições não forem adiadas. Os actos eleitorais na Guiné Conakry são frequentemente marcados por erros e distúrbios. Em conferência de imprensa, um representante da oposição unida sublinhou a necessidade de uma eleição livre, transparente e credível.

Oposição cética sobre os resultados do escrutínio

Em 2010 e 2013, a oposição mostrou-se cética perante os resultados das eleições. E muitos eleitores acreditam que este acto eleitoral não será diferente dos anteriores. Um apoiante do candidato Cellou Dalein Dallo, em Labé, considera que haverá fraude nestas presidenciais:

“A “máquina de enganar” do Governo já está a funcionar a todo o vapor. Puseram dinheiro suficiente de lado para subornar a população e distribuir votos já marcados a favor do RPG, o partido no poder”.

Cellou Dalein Diallo

Cellou Dalein Diallo, (UFD) líder da oposição na Guiné Conacry

Na Guiné Conakry, as campanhas eleitorais são muitas vezes marcadas pela violência. No último fim-de-semana, uma pessoa morreu em confrontos entre grupos políticos rivais em N’Zerekore, no sudeste do país. Oitenta ficaram feridas. No final de Setembro, confrontos entre apoiantes de Condé e Diallo resultaram em 17 feridos.

Desta vez, um grupo de comediantes quer pôr um travão nesta tendência. Produziram uma peça que ilustra os perigos da escalada das tensões. Baliah Bah é o autor e director da peça. E diz que “as eleições estão a chegar e já há tensão. Por isso, é importante demonstrar os perigos da violência, para que as pessoas reconsiderem as suas acções”.

Bah não está sozinho na campanha contra a violência. Também um grupo de jovens "bloggers" está a tentar passar a mensagem através de uma plataforma online conhecida como guinevote.com. Aqui, os utilizadores podem denunciar quaisquer irregularidades e actos de violência.

Ouvir o áudio 03:17

Grande tensão nas vésperas da eleição presidencial na Guiné Conakry

Por seu turno, Foude Kouyate, um dos promotores da iniciativa, afirma que o projeto pretente colocar 215 observadores eleitorais em todo o país, ou seja “onde quer que haja uma assembléia de voto, precisamos de cidadãos que possam fornecer informações sobre o processo eleitoral. Se o processo não for transparente, os resultados vão ser contestados e isto pode levar à violência”,conclui.

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