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São Tomé e Príncipe

Governo são-tomense à procura de investimentos para o arquipélago

Estabilidade política e social é fundamental para atrair investimento direto estrangeiro em São Tomé e Príncipe – considera o primeiro-ministro daquele arquipélago lusófono, Patrice Trovoada.

Portugal Patrice Trovoada in Lissabon (DW/J.Carlos )

Patrice Trovoada

Estabilidade política e social é agora mais que fundamental para a atração de investimentos em São Tomé e Príncipe, defendeu esta sexta-feira (30.09.), em Lisboa, o primeiro-ministro Patrice Trovoada, ao apresentar a Agenda Estratégica de Transformação do arquipelágo. Atento ao amplo mercado regional, o chefe do Executivo são-tomense quer mudar o paradigma de desinteresse dos investidores do pequeno país africano de cerca de 200 mil habitantes.

Turismo e agricultura de qualidade, pescas, educação e infraestruturas são alguns dos potencias setores abertos ao investimento estrangeiro e a negócios. Mas é preciso olhar também para o mercado periférico da região da África Central e Ocidental, de que faz parte São Tomé e Príncipe. Assim tentou elucidar Trovoada num encontro com empresários portugueses, em Lisboa.

"Penso que a audiência percebeu qual é a nossa determinação, percebeu a justeza da nossa visão e percebeu que São Tomé e Príncipe oferece oportunidades para pequenos, mas também para os grandes negócios". São Tomé e Príncipe já vive 25 anos de democracia, tem um Governo e um Presidente da República da mesma cor política, que são o garante das condições de estabilidade, tendo ficado para trás o período de constantes conflitos institucionais que faziam retardar o progresso do país.
Incentivos fiscais

A nova Agenda de Transformação apresentada aos empresários prevê também incentivos fiscais para atrair investimentos, estando a construção e a recuperação de infraestruturas físicas e logísticas – como o porto comercial de águas profundas e a expansão do aeroporto internacional da capital (São Tomé) – entre os grandes projetos do Governo de Patrice Trovoada. O financiamento será dos principais entraves a ultrapassar, como destacou o chefe do Executivo são-tomense.

"O governo português está consciente disso e nós também. Precisamos é juntos irmos à procura do dinheiro. Os grandes projetos, os estudos estão feitos, sobretudo para que sejam apresentados à instituições financeiras privadas, que são aquelas onde existe maior dificuldade em convencer. Estou ciente que agora com esse trabalho de casa feito e com o entendimento que nós temos com o Governo português poderemos ir juntos, com os instrumentos que o Governo português está a pôr à disposição da mobilização dos investimentos, à procura desses financiamentos".

Trovoada destaca a localização geográfica do país como ponto ideal para acolher logísticas aéreas, marítimas e como centro de distribuição para o comércio internacional. "Apesar do peso, os investimentos em infraestuturas são bons projetos. É preciso que a perceção que o mercado de capital tem de São Tomé e Príncipe seja melhor e Portugal pode perfeitamente ajudar nessa perspetiva", disse o primeiro-ministro em declarações aos jornalistas.
 

Portugal concede linha de crédito de 10 milhões de euros

Portugal – que já concedeu uma linha de crédito de 10 milhões de euros para suportar o investimento português – é considerado um parceiro estratégico e está recetível a ajudar São Tomé e Príncipe a mobilizar mais apoios financeiros para os projetos, assegurou Teresa Ribeiro, secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

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Governo são-tomense à procura de investimentos para o arquipélago

"Estamos muito empenhados. Eu tive também a oportunidade de chamar a atenção não apenas para o Programa de Cooperação Estratégica, que nós assinamos muito recentemente e que contempla uma série de áreas que são importantes para São Tomé e Príncipe, mas igualmente para um instrumento que nós estamos a dinamizar, que a SOFID (Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento, Instituíção Financeira de Crédito, S.A) e que poderá permitir uma otimização dos recursos e a sua utilização articulada com os fundos internacionais para financiamento de grandes projetos".

Ribeiro conclui dizendo que "os fundos são imensos. Por esse mundo estima-se que haja por aí 1,3 trilhões [de dólares ou euros] prontos e querendo investir. A questão é existirem bons projetos que sejam capazes de os atrair".

A governante portuguesa e Patrice Trovoada foram, entre outros, oradores no seminário sobre "Oportunidades de Negócios em São Tomé e Príncipe”, promovido esta sexta-feira pela AICEP-Portugal Global, agência governamental de promoção do investimento português no exterior. 

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