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Moçambique

Governo moçambicano nega plano de assassinato de Dhlakama

O ministro do Interior de Moçambique negou a existência de um plano do Governo para assassinar Afonso Dlakhama, o líder da oposição. No entanto, o ministro disse que vai prosseguir o processo de recolha de armas.

O Governo moçambicano foi esta quarta-feira (4.11) ao Parlamento responder às questões apresentadas pelos deputados, numa sessão dominada por intervenções da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). Segundo o maior partido da oposição, o Governo pretende assassinar o seu líder, Afonso Dlakhama.

Recorde-se que o líder do maior partido da oposição foi alvo de duas supostas emboscadas em setembro. Em outubro a sua guarda pessoal foi desarmada pelas forças governamentais durante um cerco à sua residência na cidade da Beira.

A RENAMO questionou se o governo considera moral e politicamente justificado recorrer às forças de defesa e segurança do país para ações cujo o objetivo é assassinar o seu dirigente, enquanto manifesta vontade de dialogar com o mesmo.

Wahlen Mosambik 15.10.2014 Afonso Dhlakama

Afonso Dhlakama, líder da RENAMO, esteve desaparecido durante semanas, após uma emboscada em setembro

Mas Basílio Monteiro, ministro do Interior, desmentiu tal pretensão, dizendo que "o Governo não coloca nem sequer como ténue hipótese o uso das forças de defesa e segurança para alegadas ações que visam assassinar quem quer que seja, muito menos o líder da RENAMO".

O ministro acrescentou que "a missão primária das forças de defesa e segurança é de assegurar a defesa da ordem pública por forma garantir a paz, o direito à vida, a livre circulação de pessoas e bens e o exercício dos direitos e liberdades fundamentais consagrados na Constituição da República".

Desarmamento vai continuar

Nas ultimas semanas têm sido reportados confrontos entre forças governamentais e homens armados da RENAMO, que aconteceram durante as tentativas governamentais para desarmar as forças residuais do maior partido da oposição.

Basílio Monteiro disse ainda que o processo de desarmamento "vai prosseguir até que a última arma de fogo em mãos não autorizadas seja recolhida coercivamente".

O Governo acusa ainda a RENAMO de inviabilizar o desarmamento dos seus homens, alegação que é desmentida pelo principal partido da oposição.

Glória Salvador, deputada da RENAMO em resposta acusou o Governo de não cumprir a sua parte. "Se a Frelimo tivesse respeitado os acordos de paz, hoje não estaríamos a falar destes assuntos."

Ouvir o áudio 02:30

Governo moçambicano nega plano de assassinato de Dhlakhama

A deputada disse ainda que se, "mais recentemente o Governo tivesse implementado os acordos de cessação de hostilidades militares, que prevêm a integração da força residual da RENAMO na polícia e nas forças de defesa e segurança de Moçambique, com o objetivo de ter um exército republicano no país, a questão do desarmamento já estaria ultrapassada".

Por seu turno, o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, reiterou a abertura do Governo moçambicano ao diálogo. Na sua intervenção Agostinho do Rosário condenou ainda o rapto e assassinato de pessoas albinas e disse que o Governo tudo fará para que elas gozem todos os seus direitos e liberdades.

O primeiro-ministro mencionou ainda situação económica, dizendo que, apesar da depreciação do metical em relação as moedas estrangeiras, o desempenho da economia continua positivo, a inflação sob controle e o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro semestre foi de 6,3 por cento.

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