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Moçambique

Governo e RENAMO criam mecanismo de observação do cessar-fogo

Em Moçambique, delegações do Governo e do maior partido da oposição criaram esta segunda-feira (31.03) um comando central para garantir a observação do cessar-fogo. Mecanismo vai ser supervisionado internacionalmente.

O comando central de observação e fiscalização do cessar-fogo será chefiado pelo Botswana, coadjuvado pela Itália e o Zimbabwe. As delegações do Governo e da RENAMO criaram igualmente quatro subdivisões da missão de observação e fiscalização que vão cobrir todo o país.

Estas subdivisões vão estar posicionadas nas províncias de Sofala, Nampula, Tete e Inhambane, podendo desdobrar-se para as regiões mais próximas.

Saimon Macuiane

Saimon Macuiane salientou que a missão será composta por 23 membros internacionais

Saimon Macuiane, chefe da delegação da RENAMO, adiantou que a missão será composta por "70 membros nacionais, metade do Governo e metade da RENAMO", enquanto que os internacionais serão 23.

Fiscalização garantida por vários países

A fiscalização internacional do cessar-fogo será garantida por um conjunto de países que integra a África do Sul, Botswana, Zimbabué, Cabo Verde, Quénia, Portugal, Itália e Reino Unido.

O chefe da delegação do Governo, José Pacheco, afirmou que faltam apenas alguns detalhes para fechar o dossiê relativo à presença da missão de observação internacional.

Ouvir o áudio 03:28

Governo e RENAMO criam mecanismo de observação do cessar-fogo

"Faltam só pequenos acertos em alguns conteúdos para fechar os termos de referência sobre os observadores internacionais que vêm observar todo o processo de cessação das hostilidades militares e o processo de desmilitarização da RENAMO", garante.

José Pacheco adiantou que o dossiê sobre a presença da missão de observação internacional com vista a garantir o cessar-fogo poderá ficar encerrado já na próxima quarta-feira (02.04).

À espera do cessar-fogo

Mosambik Führer der Oppositionspartei RENAMO Afonso Dhlakama 2008

Afonso Dhlakama, líder da RENAMO

A RENAMO condiciona porém a aparição do seu líder, Afonso Dlakhama, que se encontra em parte incerta desde outubro do ano passado, enquanto não for estabelecido um cessar-fogo.

Dlakhama tem sido apontado por várias fontes da RENAMO como o provável candidato do partido às eleições presidenciais de 15 de outubro próximo.

Para participar nas eleições, o líder terá de se inscrever antes no processo de recenseamento em curso no país que termina no próximo dia 29 de abril.

Novos ataques da RENAMO

Entretanto, o Ministério da Defesa anunciou esta segunda-feira, em conferência de imprensa, que homens armados da RENAMO atacaram no domingo posições das forças de defesa e segurança na região do distrito da Gorongosa, província de Sofala.

O diretor nacional adjunto da Política de Defesa, Manuel Mazuze, falava numa conferência de imprensa sobre a situação de segurança no país, informando ainda que os homens da RENAMO raptaram também dois líderes comunitários, cujo paradeiro é desconhecido.

"Estas ações têm sido constantes contra as forças de defesa e segurança e contra a população indefesa, o que imp­õe que as forças de defesa não abdiquem da sua responsabilidade, agindo de forma contundente de modo a repor a ordem", asseverou.

Questionado sobre a existência de mortos ou feridos nos recentes ataques, Manuel Mazuze não quis adiantar pormenores, limitando-se a dizer: "No final, somos todos moçambicanos".

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