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Internacional

G20: Falta de infraestruturas é entrave ao desenvolvimento, dizem africanos

Terminou esta terça-feira (13.06), a conferência do G20 sobre África, em Berlim. No encontro de hoje, o presidente do Gana lembrou a importância da juventude no desenvolvimento do continente africano.

O "Compact With Africa” que, como afirmou, esta terça-feira (13.06), em Berlim, o Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, poderia ser chamado de "Plano Merkel para África”, e que foi anunciado no passado mês de março, esteve no centro do debate da conferência do G20 sobre África, que se realizou segunda e terça-feira (12/13.06), na Alemanha. Para este encontro, e com vista a esclarecer os contornos da parceria, foram convidados os cinco países que irão beneficiar primeiramente da iniciativa: Tunísia, Marrocos, Ruanda, Costa do Marfim e Senegal.

Apresentar e implementar um plano de reformas, demonstrando assim o seu potencial de crescimento, é um dos requisitos para que os países africanos possam integrar o "Compact With Africa”e beneficiar de mais investimentos do setor privado. Nesse sentido, esta terça-feira (13.06), o ministro da Economia da Costa do Marfim, Adama Koné, fez alusão, em Berlim, ao Plano Nacional de Desenvolvimento do seu país. "Permitiu-nos ter um crescimento económico que faz parte dos índices de crescimento mais elevados no mundo de hoje", afirmou.

Falta de infraestruturas é obstáculo

Na mesma ocasião, os vários representantes dos diferentes países do continente africano foram unânimes ao apontar a falta de infraestruturas no continente como um obstáculo ao seu desenvolvimento.

Porträt - Alpha Conde (picture-alliance/AP Photo/R. de la Mauviniere)

Alpha Conde, presidente da União Africana

Alpha Condé, presidente da União Africana (UA) foi peremptório ao afirmar que o continente africano precisa de "uma forte participação do setor privado". Para o também Presidente guineense, África tem muito para oferecer aos investidores estrangeiros. "A nossa falta de infraestruturas é um problema para os investidores, mas também uma oportunidade", acrescentou este responsável.

Amadou Ba, ministro da Economia do Senegal, afirmou que, atualmente, "os países [africanos] são encravados”. "É praticamente impossível sair de Dakar e ir para Abidjan utilizando caminhos de ferro ou estrada”, deu conta o responsável, realçando os efeitos positivos que a melhoria das infraestruturas levará ao continente africano. "Quer dizer que vamos melhorar e reforçar as capacidades dos países africanos, podendo assim atrair financiamentos diretos públicos, uma vez que haverá interesse em investir, pois as condições estarão criadas. Podemos também atrair investimentos privados. E estes investimentos virão concomitantemente com os investimentos dos doadores multilaterais como são o FMI, o Banco Mundial e a União Europeia”, afirmou.

Ouvir o áudio 03:05

G20: Falta de infraestruturas é entrave ao desenvolvimento, dizem africanos

Na mesma ocasião, Nana Akufo-Addo, presidente do Gana, pediu aos  líderes africanos que assumam este compromisso.  "Se nós, os africanos, vamos transformar as nossas economias estagnadas, construídas em cima da exportação de matérias-primas e bens não refinados, em economias de valor agregado com criação empregos, construindo sociedades fortes e combatendo a pobreza,  devemos assumir essa responsabilidade”, disse Akufo-Addo.

O presidente do Gana lembrou também, tal como Angela Merkel no seu discurso de abertura, os jovens africanos que têm estado a arriscar a sua vida em busca de uma vida melhor na Europa. Nana Akufo-Addo lembrou que África precisa da sua juventude. "Se proporcionarmos [aos jovens] o ambiente certo em África, que lhes permita melhorar as habilidades, receber formação profissional apropriada e ter acesso à tecnologia digital, eles vão fazer do nosso continente um sítio ótimo”, afirmou.

Oposição alemã critica

Para Niema Movassat, do partido alemão Die Linke – da oposição -, a conferência do G20 sobre África é "altamente perigosa" para o futuro do continente. "É apenas orientada para as nações ricas e respetivas empresas garantirem os seus interesses comerciais nos mercados africanos", afirmou. Também o Partido Verde apontou o dedo ao "Compact With África”, afirmando que as parcerias acordadas não têm em conta questões sociais e ambientais.

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