Funcionários da PGR de Angola podem avançar para segunda semana de greve | NOTÍCIAS | DW | 03.02.2018
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NOTÍCIAS

Funcionários da PGR de Angola podem avançar para segunda semana de greve

Em Luanda, trabalhadores da Procuradoria-Geral da República decidiram avançar para segunda semana de protesto. Falta aval das províncias, que são a maioria.

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Foto de arquivo (Julho de 2017): Greve dos funcionários da PGR

A greve de funcionários da Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola vai continuar, cumprindo assim a segunda semana de protesto, decidiram este sábado (03.02), em assembleia, os trabalhadores de Luanda, disse à agência de notícias Lusa fonte do sindicato.

Segundo o secretário-geral do Sindicato de funcionários da PGR, Elias Pinto, esta decisão saída do encontro de Luanda está, no entanto, a depender de uma deliberação dos colegas das províncias, que são a maioria.

"Votamos no sentido que vamos continuar na próxima semana e até dia 12 vamos suspender a greve, mas essa decisão pode ser contrariada, porque as províncias são a maioria", disse Elias Pinto em declarações à Lusa.

Reivindicação "inoportuna”

Angola Elias Pinto

Elias Pinto, secretário-geral do Sindicato de funcionários da PGR

Em causa está uma greve declarada pelo sindicato dos funcionários da Procuradoria-Geral da República angolana, que arrancou no dia 29 de janeiro, para reivindicar a não aprovação dos diplomas legais sobre remunerações e reconversões e promoções, que a entidade patronal já considerou "inoportuna".

O procurador-geral adjunto da República de Angola, Mota Liz, disse na sexta-feira, que "estão no bom caminho" as negociações com o Executivo para se ultrapassar as preocupações apresentadas pelos funcionários daquele órgão de justiça. "O pacote legislativo para adequar a situação dos funcionários está praticamente a terminar, a próxima semana temos mais algumas reuniões com os departamentos correspondentes do executivo e também, daquele lado, encontramos alguma sensibilidade para ajustar aquilo que é de justiça fazer com os funcionários", disse Mota Liz.

Segundo o Procurador-Geral adjunto da República, continuam os trabalhos "no plano técnico e de aproximação com o executivo, no que se refere à preparação dos diplomas legais, para submissão e apreciação do Conselho de Ministros. 

"Estamos no bom caminho e acredito que para esta situação concreta dos funcionários há promessas sérias de que o executivo vai dar os 'inputs' necessários para ultrapassar essa situação", frisou.

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