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Moçambique

FRELIMO contra mediadores nas negociações em Moçambique

A RENAMO vai participar em mais uma ronda de negociações com o partido do Governo, na segunda-feira (14.10). Porém, esta força da oposição defende a presença de mediadores, algo que a FRELIMO descarta.

O chefe da delegação do maior partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Saimon Macuiane, disse na terça-feira (08.10) que o partido não voltaria à mesa de negociações se o Governo não aceitasse a participação de facilitadores nacionais e estrangeiros para ajudar a "desempatar" as posições.

Porém, a RENAMO mudou de opinião. Segundo o porta-voz do partido, Fernando Mazanga, a RENAMO vai voltar a reunir-se com a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).

Mosambik Renamo Rebellen in den Bergen von Gorongosa

A tensão entre o Governo e as tropas da RENAMO já provocou mortos e feridos entre civis e militares

"A RENAMO estará na segunda-feira na mesa de negociações e defende é que é preciso evoluir no nível e no formato das negociações”, diz Fernando Mazanga.

“Seria de bom tom que olhássemos para a pertinência da presença de observadores”, acrescentou, referindo-se à importância de uma força externa para criar equilíbrio entre as duas forças políticas.

RENAMO aberta a sugestões

Relativamente às características dos facilitadores, o porta-voz do maior partido da oposição mostra-se flexível.

"Nós estamos abertos. O Governo pode dar a sua sugestão. Nós já tínhamos avançado a nível interno com personalidades como o Dom Dínis Sengulan ou Lourenço do Rosário, por exemplo... O que nós queremos é que esta negociação seja aceite", salientou.

Segundo apurou a DW África, os contactos com as figuras sugeridas pela RENAMO ainda não terão sido feitos.

Ouvir o áudio 03:53

FRELIMO contra mediadores nas negociações em Moçambique

O bispo anglicano Dom Dínis Sengulane, que participou na medição de paz que pôs fim à guerra de 16 anos entre o Governo da FRELIMO e a RENAMO, garante que ainda não foi contactado.

“Se houver um pedido, reagiremos conforme quem estiver a fazer o pedido e a natureza do mesmo”, afirmou.

Impasse continua depois de 22 tentativas de negociação

Dom Dínis Sengulane e o académico Lourenço do Rosário já estiveram em Satunjira, província central de Sofala, onde atualmente reside o presidente da RENAMO, Afonso Dhlakama. A visita foi feita com o objetivo de introduzir um diálogo com vista ao fim da tensão que já provocou vários mortos e feridos entre civis e militares.

Wahlen in Mosambik Plakat

Eleições autárquicas estão previstas para dia 20 de novembro, em Moçambique

Até agora, já aconteceram 22 rondas negociais que não culminaram em nenhum resultado. Calton Cadeado, analista do Centro de Estudo Estratégicos Internacionais, com sede em Maputo, explica que a entrada de mediadores pode ter dois efeitos diferentes na imagem do Governo.

“Do ponto de vista teórico, há razões para a entrada de facilitadores, mas do ponto de vista prático e político, diria que não há. A aceitar uma mediação, neste momento, seria um atestado de incompetência que o Governo daria a si próprio. Por outro lado, podia também ter um valor político positivo, ao dar um sinal de que este é um Governo que tem interesse em dialogar”, comenta o especialista.

As eleições autárquicas estão previstas para dia 20 de novembro e a RENAMO já fez saber que não irá participar nas mesmas enquanto não for adotada uma nova legislação eleitoral.

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