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Moçambique

Feijão do Niassa é receita para o desenvolvimento

O feijão do Niassa, em Moçambique, é famoso pela sua alta qualidade. Agora foi inaugurada a primeira fábrica para processar e empacotar o feijão regional, e facilitar a sua colocação nos mercados doméstico e mundial.

Trata-se de uma fábrica que poderá ajudar a concretizar o sonho de muitos agricultores no Niassa: levar o feijão local a mercados, até agora, difíceis de alcançar. A fábrica da Sociedade Malonda, na cidade de Lichinga, começou a funcionar há dois meses, numa fase experimental. Foi um investimento de mais de 54 mil euros. A unidade de processamento e empacotamento tem 14 colaboradores.

Mosambik Bohnen Fabrik in Niassa

O processamento e empacotamento do feijão vai permitir uma melhor colocação nos mercados

Roque Machate, diretor executivo da fábrica, diz que, para já, um dos maiores objetivos é conquistar os grandes centros comerciais, para absorver a produção: “Três mil toneladas é muita produção que podemos processar durante um ano, e esperamos funcionar em pleno a partir da próxima campanha. Porque já experimentámos e já certificámos que as máquinas estão em condições e funcionam. O nosso desafio agora é conseguirmos mercado”.

Combater a pobreza

O presidente da União dos Camponeses no Niassa, Júlio Pêssego, diz que a entrada em funcionamento da nova fábrica é um marco importante para os agricultores. Com a fábrica abrem-se portas para novos mercados. Sobretudo para quem, até agora, não tinha um local para vender a própria produção: “Os camponeses não tinham onde colocar o feijão em quantidade. Mas com esta oportunidade, os camponeses terão um lugar onde podem vender os seus produtos, e para depois virem comprar” o produto processado.

Mosambik Bohnen Fabrik in Niassa

A fábrica entrará brevemente em pleno funcionamento

O governador do Niassa congratula-se com a nova fábrica. Para Arlindo Chilundo, este é um sinal de reconhecimento de que o Niassa é a província moçambicana do feijão. O governador recomenda os produtores a aumentarem as áreas de cultivo. “Nós temos que produzir mais muanda, porque isso vai-nos ajudar também a combater a pobreza. Não só nos nossos lares, mas também ao nível da província. Porque desta maneira, quando processarmos o feijão, adicionando valor, significa que estamos a trazer mais dinheiro para a nossa província e, por conseguinte, mais recursos para a promoção do desenvolvimento da nossa província”.

A nova fábrica é o primeiro projeto comercial da Sociedade Malonda. Surge no seguimento de acções para rentabilizar o património da Fundação Malonda para o desenvolvimento do Niassa. A Sociedade está, entretanto, à procura de parceiros internacionais para que o "feijão do Niassa" possa ser servido não só nos pratos de Moçambique, mas também de outros países do mundo.

Ouvir o áudio 02:23

Feijão do Niassa é receita para o desenvolvimento

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