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Angola

Família de ativista Marcos Mavungo passa por dificuldades

A esposa do ativista disse à DW África que vive da caridade de familiares e pessoas de boa-fé. Um grupo que exige a libertação imediata de Mavungo alerta que o ativista e a sua família precisam de ajuda urgente.

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Igreja em Cabinda (foto de arquivo)

Delfina Mavungo, esposa do ativista Marcos Mavungo, diz que vive, neste momento, da caridade de alguns familiares e de pessoas de boa-fé. O marido não recebe salários desde que foi detido, há mais de três meses.

"Estou a viver assim… [com a ajuda] de gente de boa-fé, que tem algo para nos dar, a mim e às crianças. Temos quatro meninas e três rapazes", contou Delfina Mavungo em entrevista à DW África. "Não sei como vão terminar as coisas, porque vou precisar de pagar as propinas das crianças. Não sei como resolver essa situação."

Preocupados com a situação de Mavungo e da família, vários ativistas resolveram criar uma conta solidária.

"Acreditamos que todas as pessoas de boa-fé que se dignarem a contribuir para esta conta, em nome da SOS Habitat, poderão salvar a situação das crianças na escola e assegurar a sua subsistência alimentar, além de outros meios que poderão ser necessários, nomeadamente medicamentos para fazer face à situação de saúde do Dr. Marcos Mavungo", diz o ativista Rafael Morais, responsável da organização.

Ouvir o áudio 03:09

Família de ativista Marcos Mavungo passa por dificuldades

Saúde de Mavungo

Segundo Morais, o estado de saúde de Mavungo, detido pelo envolvimento no protesto contra a alegada má governação e violação dos direitos humanos no enclave angolano de Cabinda, "agrava-se a cada dia que passa".

"Ele está com um problema de coração e no pulmão. Já foi internado três vezes no Hospital Central de Cabinda, a mando da Direção Prisional e, mesmo assim, a situação continua. A tortura psicológica também está a contribuir para a tensão alta do Dr. Marcos Mavungo. A situação de saúde é precária nesse momento."

Um grupo, de que Morais faz parte e que promoveu um abaixo-assinado exigindo a libertação do ativista angolano, continua à espera de uma resposta concreta das autoridades angolanas.

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